É a 3ª de seis alunos expulso por comissão de professores. "Expulsão foi processo de perseguição", disse estudante

Agência Estado

A Justiça de São Paulo decidiu que a USP deve readmitir mais uma aluna expulsa após a ocupação de um prédio da universidade em 2011. Aline Dias Camoles, de 29 anos, é a terceira dos seis estudantes eliminados a conseguir liminar favorável. De acordo com o juiz Marcelo Sérgio, da 2.ª Vara de Fazenda Pública da capital, a universidade falhou no "devido processo legal".

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A punição, decidida por uma comissão de três professores e ratificada pelo reitor João Grandino Rodas, se baseou em norma do regimento disciplinar de 1972. Para o juiz, não cabe à Justiça questionar decisões administrativas, salvo nos casos em que é desrespeitada a legalidade e o devido processo legal.

Barracas foram montadas na USP durante ocupação em 2010
AE
Barracas foram montadas na USP durante ocupação em 2010

"Não deram direito de defesa ou prova material que justificasse a punição", reclamou Aline, que cursa Artes Cênicas. Ela já foi rematriculada à universidade e deve terminar a graduação no fim deste ano. A estudante diz que a expulsão "foi o início de um processo de perseguição contra os estudantes que lutam por direitos básicos". A assessoria de imprensa da USP informou que recorrerá da liminar concedida.

Protesto

Em dezembro de 2011, a USP abriu processo contra um grupo de 13 alunos que participaram da ocupação do imóvel da Coordenadoria de Assistência Social da universidade , iniciada em março do ano anterior. Segundo a instituição, durante o protesto documentos foram extraviados e equipamentos, danificados. Quando concluída a apuração, seis foram expulsos, cinco manifestantes inocentados e dois dos punidos já não estudavam mais na USP.

Marcus Padraic Dunne e Yves de Carvalho Souzedo, ambos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, foram os outros dois universitários que conseguiram liminar a favor da reintegração, ainda em 2012. Os outros três alunos eliminados não reverteram a expulsão.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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