Governo desiste de aumentar curso de medicina em dois anos

Por Renan Truffi - iG São Paulo | - Atualizada às

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Estudantes ainda terão de trabalhar no SUS, mas serviço pode ser prestado dentro do período de residência médica

O Ministério da Educação (MEC) anunciou neste quarta-feira (31) que desistiu de incluir dois anos a mais no tempo de graduação do curso de Medicina do País. Com a mudança, os estudantes continuarão sendo obrigados a atuar no Sistema Único de Saúde (SUS), regra criada pelo programa Mais Médicos, mas o serviço poderá ser prestado dentro do período da residência médica.

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O anúncio acontece após uma série de protestos contra a medida, que estabelecia que a carreira ganharia em faculdades privadas e públicas dois anos extras – aumentando de seis para oito anos de formação – para garantir um estágio obrigatório dos futuros médicos nos programas de atenção básica e de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) antes de receberem o diploma.

Anos extras no curso de medicina serão aproveitados na residência

No entanto, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, já tinha dito anteriormente que há um consenso entre os especialistas designados para avaliar o assunto de que esse período de formação em serviço pode ser aproveitado como uma especialização ou parte dela.

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“Estou otimista com as discussões. Essa (o aproveitamento) era uma possibilidade aberta pela medida provisória que enviamos ao Congresso. O mais importante é buscarmos entendimento sobre como melhorar a formação dos médicos no Brasil”, afirmou o ministro.

Médicos protestam contra reforma na categoria em 22 Estados

Manifestante se veste de caveira durante protesto de médicos em São Paulo, nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressFuncionários da saúde realizam protesto em São Paulo (SP), nesta quarta-feira (31), contra medidas do governo. Foto: Futura PressFuncionários da saúde realizam protesto em frente à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SP), nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressO objetivo do ato realizado em São Paulo, nesta quarta-feira (31), é pressionar o governador de São Paulo Geraldo Alckmin a cumprir os acordos que levaram a suspensão da última greve da categoria. Foto: Futura PressProtesto de médicos realizado no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (31), é contra o programa Mais Médicos. Foto: Futura PressMédicos realizam manifestação na Cinelândia no Rio de Janeiro (RJ), nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressMédicos realizam protesto no centro de Florianópolis (SC), nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressMédicos protestam contra recentes decisões do Governo, incluindo a contratação de profissionais estrangeiros no centro de Florianópolis (SC), nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressEstudantes de medicina protestam no centro de Florianópolis (SC), nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressMédicos no centro de Florianópolis (SC), nesta quarta-feira (31), levam bexigas pretas para representar luto em relação ao sistema de saúde brasileiro . Foto: Futura PressParalisação de médicos na manhã desta terça-feira (30), no centro de Curitiba (PR). Foto: Futura PressMédicos realizam ato público na Hemorio, Centro do Rio de Janeiro (RJ), nesta terça-feira (30). Foto: Futura PressMédicos fazem novo protesto e paralisam as atividades em Brasília (DF), nesta terça-feira (30). Foto: Futura PressMédicos e estudantes de medicina realizam protesto saindo do Hospital Walfredo Gurgel com destino a Sede do Governo do Estado no Centro Administrativo em Natal (RN), nesta terça-feira (30). Foto: Futura PressMédicos realizam protesto saindo do Hospital Dutra no centro da cidade de São Luís (MA), nesta terça-feira (30). Foto: Futura Press

Os profissionais de medicina são contra, principalmente, dois pontos do programa: este acréscimo de dois anos de serviço no Sistema Único de Saúde (SUS) aos estudantes de medicina, revogado agora, e o incentivo para atuação de médicos estrangeiros no País, sem a revalidação dos diplomas.

Além do Mais Médicos, a categoria também é contra os vetos da presidente Dilma Rousseff à Lei do Ato Médico. A classe médica argumenta não foi ouvida nas negociações com o governo, o que exigiu ações "mais fortes" por parte dos profissionais.

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