Bolsistas do Ciência sem Fronteiras no exterior podem perder semestre no Brasil

Por Agência Estado |

compartilhe

Tamanho do texto

Estudantes reclamam que mesmo com curso finalizado no exterior, eles só voltarão ao Brasil após o início das aulas

Agência Estado

Alunos bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) podem perder o segundo semestre de aulas no Brasil porque a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão que administra as bolsas, não quer antecipar o retorno deles - mesmo com aulas já finalizadas. A reportagem apurou que mais de 440 estudantes estão nessa situação.

Leia também:
Projeto de royalties aprovado destinará oito vezes mais para Educação
Governo abre novas chamadas para bolsas do Ciência sem Fronteiras

Veja abaixo as universidades do Ciência sem Fronteiras:

Universidade de Nebraska. Foto: DivulgaçãoCatholic University of America. Foto: DivulgaçãoOregon State University. Foto: DiuvlgaçãoUniversidade de Wisconsin. Foto: Thinkstock/Getty Images Universidade do Tennessee de Knoxville. Foto: DivulgaçãoIowa State University. Foto: DivulgaçãoPennsylvania State. Foto: DivulgaçãoUniversity of Arkansas. Foto: DivulgaçãoNorth Carolina State University. Foto: DivulgaçãoUniversity of California de San Diego. Foto: DivulgaçãoIllinois Institute of Technology. Foto: Divulgação San Diego State University. Foto: DivulgaçãoUniversidade de Minnesota. Foto: Thinkstock/Getty ImagesUniversidade de Colorado Boulder. Foto: DiuvlgaçãoPurdue University. Foto: DivulgaçãoInstituto Rensselaer Polytechnic. Foto: DivulgaçãoUniversidade de Montana. Foto: DiuvlgaçãoTexas A & M University. Foto: DiuvlgaçãoSyracuse University. Foto: DivulgaçãoUniversidade da Califórnia. Foto: DivulgaçãoWashington State University. Foto: DivulgaçãoUniversity de Iowa. Foto: Thinkstock/Getty Images

O número de bolsistas representa 40% dos beneficiados pelo programa no Reino Unido, onde o problema ocorre. Todos esses alunos chegaram ao país em setembro de 2012.

A Capes diz que 100 casos chegaram à instituição e "estão sendo solucionados". Mas não é isso que os estudantes relataram à reportagem. Em pelo menos dez casos, estudantes que pediram a mudança foram ignorados. Em caso de retorno antes do previsto, eles teriam de devolver os valores recebidos.

Aluna de Engenharia Mecânica da USP, Larissa Ihara, de 23 anos, iniciou as conversas com a Capes para a alteração antes de embarcar para o Reino Unido. "Em todas as respostas, eles são intransigentes em negar", diz ela, em Newcastle. "Ninguém está pedindo para voltar sem concluir as atividades. Não faz sentido um programa educacional prejudicar os alunos."

Depois de várias tentativas com a Capes, Maurício Azevedo, de 20 anos, recebeu a última resposta negativa no início do mês. "Minhas aulas começam no Brasil em agosto, mas a volta está prevista para setembro. Mesmo que a universidade abone, não consigo acompanhar o curso", diz ele, aluno de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - está com bolsa na Queen Mary, em Londres. O CsF é uma das apostas do governo federal em educação e pesquisa. A meta é enviar 101 mil estudantes e pesquisadores para o exterior até 2015. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas