Processo que elevará pisos salariais de 7,7 mil funcionários em até 56% levará dois anos para ser concluído

Agência Estado

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, inicia em julho o processo de isonomia salarial com a Universidade de São Paulo (USP). Em dois anos, a Unicamp quer equiparar os pisos salariais dos 7,7 mil funcionários de carreira, que estão com uma defasagem de até 56%, em alguns casos, desde 2011.

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O processo de aumento dos salários começa em julho, com a elevação de até 15% dos pisos para todas as categorias de cargo: básico, médio e superior. Nessa primeira etapa, serão beneficiados 4,2 mil servidores. Hoje, os pisos salariais da Unicamp são de R$ 1.393,14 (funcionário módulo fundamental), R$ 2.058,32 (médio) e R$ 3.881,35 (superior). Na USP, esses pisos são de R$ 1.768,29 (fundamental), R$ 3.212,36 (médio) e R$ 6.040,48 (superior).

Com essa primeira etapa de aumentos, os pisos da Unicamp vão para R$ 1.699,73 (fundamental), R$ 2.511,20 (médio) e R$ 4.735,32 (superior). "Nesse primeiro momento, o impacto para Unicamp será muito baixo. Foi apresentado um gasto de R$ 11 milhões a mais de julho a dezembro por conta dessa fase", afirma o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) Diego Machado de Assis.

No segundo semestre, a Unicamp concederá mais um aumento de 5% para todos os servidores e a promoção de 20% deles, dentro de um processo de avaliação de desempenho, que ocorrerá em outubro, dando direito a mais um reajuste de mais 5% para os beneficiados. O processo visa evitar o achamento dos pisos dos funcionários mais antigos. Essa segunda etapa implicará um aumento de gastos de R$ 2 milhões ao mês.

2015
A proposta de isonomia entregue pelo reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge , ao STU no dia 11 prevê que em 2014 serão efetivamente equiparados os pisos salariais da universidade com os da USP para os cargos fundamental e médio. Em 2015, serão igualados os pisos dos cargos de nível superior, totalizando um aumento de gastos de R$ 50 milhões.

"Consideramos que essa é uma luta antiga e que o valor para a Unicamp será barato para ela, já que foi apresentada uma reserva de caixa de R$ 1,7 bilhão", afirmou o diretor do STU. Em nota, a reitoria disse que a proposta "busca de forma responsável restabelecer a igualdade entre os pisos salariais" no período de dois anos, "preservando o necessário equilíbrio orçamentário e financeiro".

Jorge, quando assumiu o cargo em abril, definiu como prioritário a tema da isonomia. "São dois problemas. Há um descontentamento e uma certa injustiça porque são duas universidades irmãs, sob o mesmo sistema. O mais grave, institucionalmente, é que estamos perdendo funcionários para a USP", afirmou, na ocasião.

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