Professores decidiram encerrar paralisação que começou no dia 3 de maio

Os professores da rede municipal de São Paulo decidiram encerrar a paralisação que começou no dia 3 de maio em assembleia na tarde desta sexta-feira (24) no viaduto do Chá, em frente à Prefeitura, no centro da capital. Os grevistas se comprometeram a repor as aulas perdidas, que somaram 16 dias letivos.

De acordo com o Sinpeem, o principal sindicato que representa os docentes, o reajuste salarial de 10,19% já garantido na gestão anterior de Gilberto Kassab foi ampliado para 11,46% neste ano. Os grevistas reivindicavam reposição de 17,7%. A Prefeitura teria assegurado que, até o fim do mandato, não haverá reajuste menor que 3,7% - a categoria já tem garantido reajuste de 13,43,% em 2014.

A Prefeitura também prometeu criação de projeto para contratação de 1,2 mil professores para educação infantil. Segundo o presidente do Sinpeem, Claudio Fonseca, não haverá corte de ponto dos grevistas. "A principal vitória do sindicato foi ter garantido o salário dos professores que entraram em greve durante os 20 dias", diz ele - que é filiado ao PPS e era vereador até a última legislatura. O PPS é alinhado ao PSDB, partido de oposição à gestão Fernando Haddad.

Nesta semana, a Secretaria Municipal de Educação também anunciou um conjunto de 10 propostas para melhoria das condições de trabalho dos professores. A contratação de 108 profissionais e 718 estagiários de Pedagogia para auxiliar os docentes no Programa de Educação Inclusiva, a criação de grupos de trabalho sobre questões de saúde e segurança escolar e a revisão de portaria que permite agrupar crianças de faixas etárias diferentes nas unidades de educação infantil são algumas delas.

*Com Agência Estado

Apesar do fim da greve, professores fizeram manifestação no centro de São Paulo
Futura Press
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