Polícia prende fraudadores de vestibular de medicina

Por Agência Estado |

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Dois suspeitos passavam respostas por meio de radiotransmissores em São José do Rio Preto (SP) a candidatos que faziam a prova da Faceres

Agência Estado

A polícia prendeu na noite de domingo, 19, dois homens que tentavam fraudar o vestibular de medicina da Faceres, faculdade particular de São José do Rio Preto (SP). Com eles, a polícia apreendeu um gabarito das provas e uma lista de instituições de ensino de São Paulo e Minas Gerais, além de rádios transmissores e pontos de comunicação, cheques, cartões de crédito, bilhetes com resultado das provas e telefones celulares. A suspeita é de que os dois sejam integrantes de uma quadrilha especializada em fraudar vestibular também em outras regiões do País.

Outro caso: Estudantes usam 'dublês' para fraudar vestibular e cursar Medicina

De dentro de um carro, estacionado nos fundos da faculdade, Elzo Souza Barbosa, de 27 anos, e Eder Lucas dos Santos, de 29, tentavam, por meio de radiotransmissores, passar as respostas do vestibular da Faceres a candidatos que estariam com pontos de comunicação nos ouvidos. Mas o uso de antena de rádio amador e as placas do carro, de Belo Horizonte (MG), chamaram atenção da Polícia Militar (PM). Durante a revista, os celulares da dupla começaram a receber mensagens pedindo o envio das respostas, o que levou a PM a prendê-los.

Na delegacia, eles explicaram que Santos prestou o vestibular. Eles estavam passando os resultados das provas quando foram surpreendidos pela PM. Os dois foram indiciados pelo crime de fraude em concurso previsto no Código Penal.

A direção da Faceres disse que manterá o resultado do vestibular porque não houve tempo para vazamento do gabarito. "Não houve tempo para que eles pudessem passar as respostas, a polícia agiu antes. Além disso foram distribuídos seis diferentes tipos de provas com questões invertidas, enquanto apenas um gabarito foi encontrado com eles", disse Adalberto Mirada Distassi, diretor da Faceres. Segundo ele, o horário das provas foi das 14 às 19h e o candidato só podia sair depois das 18h, sem o caderno de respostas.

"O fraudador deixou a faculdade às 18h30 e foi preso logo depois, não havendo tempo para passar os resultados", disse. O diretor afirmou que a faculdade usa detectores de metal e bloqueadores de celular, mas de agora em diante também vai instalar bloqueadores de rádio.

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