USP planeja formar professores a distância

Por Agência Estado |

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Projeto que será apresentado aos conselho da Universidade de São Paulo é tentativa de aumentar profissionais formados para dar aula

Agência Estado

A Universidade de São Paulo (USP) deve recorrer ao ensino a distância para ampliar a oferta de cursos de formação de professores. A instituição planeja lançar licenciaturas na modalidade semipresencial em Física, Química, Biologia e Matemática em parceria com a Fundação Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). Juntas, elas já mantêm uma licenciatura em Ciências, cuja primeira turma se forma no ano que vem.

A criação de cursos a distância faz parte dos objetivos de um convênio firmado entre as duas instituições para pesquisar o uso de novas mídias na educação. A USP e a Univesp vão investir R$ 4 milhões na iniciativa. "Hoje existe uma compreensão muito maior do ensino a distância e a visão dos cursos semipresenciais tem melhorado", diz o diretor de Mídias Digitais da USP, Gil da Costa Marques. Para começarem a funcionar, as licenciaturas ainda precisam de aprovação dos Conselhos de Graduação e Universitário da USP. Os órgãos vão definir o investimento necessário para a criação dos cursos. A seleção deverá ser feita pela Fuvest.

‘College’

Segundo o presidente da Fundação Univesp, Carlos Vogt, a ideia é que os cursos tenham um ciclo básico de dois anos, com disciplinas iguais para todos. Ao fim desse período, o aluno receberia um certificado de curso sequencial que o habilitaria a disputar concursos públicos que exigem somente formação em nível superior.

Com isso, o plano segue a mesma lógica do college, curso que será oferecido à parte dos alunos cotistas como porta de entrada às universidades estaduais, caso seja aprovado o Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Público Paulista (Pimesp).<p>Se o aluno quiser obter o diploma de licenciatura plena em alguma das áreas específicas, ele terá de cursar mais um conjunto de disciplinas profissionalizantes, além de fazer estágio supervisionado. "O estudante poderá voltar para o curso e obter diploma em outra área, sem precisar fazer as matérias do ciclo básico." As informações são do jornal <b>O Estado de S. Paulo.</b>

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