Escolas que adotaram novo modelo de tempo integral crescem até 108% no Idesp

Por Cinthia Rodrigues - iG São Paulo |

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Unidade que deu o maior salto no índice, de Jundiaí, diz que explicação está em investimento no professor, que recebe mais e se dedica só àquela instituição

A maior parte das escolas que aderiram ao projeto de tempo integral com dedicação exclusiva dos professores em 2012 obteve, de um ano para outro, aumento significativo no Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp). O programa prevê aumento de 75% aos professores em troca de dedicação exclusiva àquela unidade, além de mais formação pedagógica e infraestrutura melhor.

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Em 2012, participaram do primeiro ano do novo modelo 16 escolas, todas de ensino médio, etapa que tem o pior índice da rede: 1,91 em uma escala de zero a 10. Dessas, apenas 11 foram avaliadas pelo Idesp porque as demais ainda não tinham turmas na série que presta a prova do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar (Saresp), que serve de base ao índice.

Duas estrearam na avaliação: a Ryoiti Yassuda, de Pindamonhangaba, obteve 4,09, e a Jardim Amanda, de Hortolândia, 3,44. Entre as demais, sete melhoraram e duas pioraram. Chama atenção, no entanto, o porcentual de melhora, especialmente no ensino médio, etapa que amarga os piores dados da educação brasileira há 12 anos.

Divulgação
Escola Conde de Parnaíba teve aumento de 108% no Idesp de um ano para outro

A escola Conde do Parnaíba, em Jundiaí, saiu de 1,72 no Idesp de 2011 para 3,57 no ano passado, um salto de 108%. “A principal diferença é que agora tem professor”, diz a diretora interina, Daniela Pires Lopes Waideman. Ela conta que na instituição centenária, como ocorre na maioria das escolas estaduais de São Paulo, costumava haver muitas aulas vagas, mas com o aumento garantido pelo programa em troca do comprometimento do educador das 8h às 17h30 - com ou sem aula – isso não ocorre mais.

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Ela diz que também contou o fato de o aluno ficar mais tempo na escola e receber orientação de estudos, assim como o fato dos professores participarem de formações mais frequentes. “Além disso, tivemos investimento físico. Foram construídos dois laboratórios – um de matemática e física e outro de biologia e química –, mas isso ficou pronto no fim do ano e só vai aparecer no próximo índice”, afirma Daniela.

O programa de tempo integral é a maior aposta da atual gestão para melhorar o ensino de São Paulo. Em 2013 outras 53 escolas aderiram. 



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