Trocar cadeira por bolas aumenta a produtividade dos alunos de escola na Pensilvânia. Prática é baseada em pesquisas que relacionam atividades físicas à melhora no aprendizado

Professora Robbi Giulianno não se arrepende de ter trocado cadeiras por bolas em sala de aula
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Professora Robbi Giulianno não se arrepende de ter trocado cadeiras por bolas em sala de aula

Em 11 anos como professora nos Estados Unidos, a decisão de trocar cadeiras tradicionais na sala de aula por bolas suíças (aquelas usadas em aulas de Ioga ou Pilates) foi uma das melhores que Robbi Giuliano tomou profissionalmente. A produtividade de seus alunos da quinta série do ensino fundamental na escola Westtown-Thornbury, na cidade de West Chester, na Pensilvânia, aumentou. “Eu tenho alunos mais atentos agora”, disse.

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As bolas, em diferentes tamanhos, cores e volumes, estimulam as crianças a manter o equilíbrio, o que fortalece a musculatura e melhora o fluxo sanguíneo, segundo Robbi. Embora tenham começado a ser usadas em aulas para crianças com problemas de autismo e déficit de atenção, agora estão sendo adotadas em turmas regulares em várias partes dos Estados Unidos, disse Michelle Rowe, diretora do centro para autismo Kinney, na Universidade da Filadélfia.

A mudança faz parte de um esforço para modernizar a escola, baseada em pesquisas que relacionam atividades físicas à melhora no aprendizado, segundo John Kilbourne, professor da Universidade Grand Valley. “É o futuro da educação”, defende.

Com o utensílio, os alunos podem se movimentar sem interromper as aulas. O estudante Kevin Kent afirmou que a bola facilita a concentração e evita que tenha dores nas costas. “Agora, sentar na cadeira é estranho”, conta.

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Alguns especialistas em saúde alertam para o perigo de os estudantes caírem das bolas. Mas os alunos de Robbi sabem que precisam manter a bunda no centro da bola e os pés no chão o tempo todo, enquanto podem se movimentar para cima e para baixo.

Numa outra escola, a Merion, num distrito próximo, a professora Dannielle Doran tira o direito de sentar na bola de quem não se comporta. "Eles gostam tanto das bolas que não querem perder o privilégio”, diz Dannielle.

Nas aulas de Robbi as bolas não são obrigatórias, mas apenas um estudante usa a cadeira. Os pais dos alunos também apoiam a iniciativa e pagam espontaneamente US$ 5 pelas bolas para seus filhos. Alguns até compraram para usar em casa e no trabalho.

Sentar na bola não é obrigatório, mas só um aluno de classe na Pensilvânia prefere a cadeira tradicional
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Sentar na bola não é obrigatório, mas só um aluno de classe na Pensilvânia prefere a cadeira tradicional


*As informações são da AP

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