A primeira vez em uma escola paulistana

Por Cinthia Rodrigues - iG São Paulo |

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Para marcar o início do ano letivo, iG traz depoimentos de quem estreou em uma sala de aula. Nesta terça, um aluno do Piauí conta suas impressões da nova escola em São Paulo

Igor Felipe Miranda Gonçalves, 15 anos, é um dos novatos na escola estadual José Monteiro Boanova, em São Paulo. Ele iniciou no 1º ano do ensino médio 15 dias depois da mudança de Canto do Buriti, município de 20 mil habitantes no interior do Piauí, para a capital paulista.

Cinthia Rodrigues/iG
Igor sentado em frente à escola na segunda-feira após ser dispensado mais cedo

iG: Qual foi o motivo da sua mudança?
Igor: Ajudar minha mãe, que já tinha se mudado para cá. Eu fiquei com minha vó até ela arranjar tudo por aqui. Agora vim ver se também arrumo trabalho.

iG: O que achou da cidade? Se surpreendeu?
Igor: Achei normal, parecida com as cidades grandes que eu conhecia: Teresina e Fortaleza (capitais do Piauí e do Ceará).

iG: Como foi a escolha da escola? Você mora perto?
Igor: Estou morando em Morro Doce (bairro da zona norte a mais de 20 quilômetros da escola), mas a minha mãe fez a minha matrícula aqui. Ela pesquisou e achou que era melhor (a José Monteiro Boanova é uma das melhores escolas da rede pública de São Paulo no ranking do Enem).

iG: E a escola o se parece com as que você conhecia?
Igor: Não, aí é bem diferente. O jeito de educar é outro. O estudo lá é melhor.

iG: Qual a diferença?
Igor: Lá é mais sério, tem avaliação todo mês para saber o que foi que os alunos aprenderam. Eu acho bom porque se não aprenderam bem, voltam a explicar. Os professores ficam em cima, vão de carteira em carteira vendo se está tudo mundo estudando.

iG: Dois dias de aula foi suficiente para perceber a diferença? Quantas aulas foram?
Igor: Só tive três aulas sexta e duas hoje (segunda-feira), mas deu para perceber como é o jeito de explicar dos professores.

iG: Dê um exemplo
Igor: Por exemplo, eu fiquei com uma dúvida do ponto da matéria que a professora de química falou. Eu falei que não entendi e ela não explicou, só repetiu e perguntou: “Entendeu?”

iG: O que você respondeu?
Igor: Que sim. Mas não.

iG: O que você espera da escola?
Igor: Espero que melhore. O meu objetivo é aprender para, quando eu precisar, eu saber.

Nesta quarta-feira, professora relata seu primeiro dia na função.

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