Harvard pune estudantes que colaram em exame final

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Coordenador da renomada instituição de ensino convidou os alunos à 'reflexão sobre a honestidade'

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A renomada Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, decidiu punir dezenas de alunos acusados de colar em uma prova final da instituição.

As sanções acadêmicas a serem aplicadas aos envolvidos foram descritas em um e-mail enviado aos estudantes por um coordenador do centro de ensino.

Mais da metade dos 125 estudantes sob investigação foi suspensa da universidade por um determinado período; outros ficaram sob uma espécie de vigilância temporária.

A investigação foi iniciada quando um professor constatou que as respostas dos alunos a um teste eram idênticas.

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O exame, pré-requisito para a aprovação em um curso da graduação da faculdade de Ciências Políticas, deveria ser realizado em casa.

Durante a investigação, a universidade interrogou metade dos 279 alunos inscritos no curso.

Convite à reflexão
Em um e-mail para membros da universidade, o diretor da Faculdade de Artes e Ciências de Harvard, Michael Smith, disse que a situação foi resolvida.

"Aproximadamente mais da metade" dos casos resultou em um pedido para os alunos se retirarem da universidade por um determinado período, explicou Smith.

Ele afirmou que, da outra metade, cerca de 50% dos estudantes foram colocados sob condicionalidade acadêmica (uma espécie de liberdade vigiada) e o restante foi expulso.

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Alguns dos envolvidos no escândalo fazem parte da equipe esportiva de Harvard.

Dois co-capitães da seleção de basquete da universidade foram retirados do time. Segundo o jornal estudantil, integrantes das equipes de futebol, beisebol e hóquei no gelo também estariam envolvidos nas investigações.

O coordenador acrescentou ainda que um comitê interno redigiria recomendações sobre como promover a honestidade dentro da instituição.

"É tempo para uma reflexão de todos e uma ação", disse Smith. "Nós somos responsáveis por criar uma comunidade em que os alunos estudam e nós todos prosperamos como acadêmicos", concluiu o coordenador.

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