Redes estaduais usam jogo de computador para dinamizar aulas

Jogo educativo Operação Cosmos, criado em 2009 pela Redalgo, começa em 2013 a ser distribuído na rede estadual de ensino de Goiás, Osasco e Cubatão (SP)

Brasil Econômico - Regiane de Oliveira |

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O desinteresse dos jovens pela escola tem sido apontado em pesquisas como o principal fator da evasão escolar. O ambiente escolar, baseado em um modelo da Revolução Industrial, há tempos não atende mais às demandas do jovens, que vivem em um mundo conectado . E os jogos educativos de computador são uma das saídas apontadas para conseguir trazer os jovens de volta para escola. No Brasil, várias iniciativas vem despontando para conquistar este mercado. O jogo Operação Cosmos, desenvolvido pela empresa Redalgo, é um exemplo.

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O jogo foi lançado em 2009, tendo como consultor científico o físico Marcelo Gleiser, e conseguiu notoriedade chegando a ser a única empresa privada de software aprovada pelo Ministério da Educação (MEC) para compor o Guia de Tecnologias Educacionais, onde o programa passou por dois anos de avaliação.

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Agora, os sócios da Redalgo querem voar mais alto. “Nossa meta é chegar a 1,5 mil escolas em 2013”, afirma Diogo Beltran, diretor da empresa. O número é pequeno se comparado às cerca de 161 mil instituições públicas de ensino existentes no país. Mas é um grande salto em relação ao alcance atual de 150 escolas. A diferença está na entrada da empresa em redes estaduais, como Goiás, que, sozinha, conta com mais de mil escolas. A empresa também assinou contrato com as redes de Osasco e Cubatão, além dos estados de Tocantins e Amazonas.

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A Operação Cosmos é um jogo de ficção científica interativa, onde o aluno assume o papel de um cadete espacial, em missão por várias luas e planetas no sistema solar. No caminho, ele vai enfrentar desafios, que virão na forma de problemas. O jogo conta com duas versões: ensino básico e médio. “O aluno poderá ser avaliado quanto às habilidade de leitura, matemática, ciências, ética, física, geografia e meio ambiente”, explica Beltran.

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O professor pode acompanhar, por meio de relatórios, todo o progresso dos estudantes, inclusive comparando os indicadores com outra classe ou mesmo outra escola da mesma rede. O valor da licença vitalícia do jogo gira em torno de R$ 28,9 mil por escola e inclui o treinamento dos professores.

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