Colégios comunitários do programa de cotas terão aulas presenciais e virtuais

Estudantes terão tutores à disposição, mas transmissão de conteúdo será toda digital

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Parte importante do programa de cotas para as universidades paulistas apresentado nesta quarta-feira, o Instituto Comunitário de Ensino Superior (Ices) – ou colégio comunitário que receberá alunos de escolas públicas – será implementado pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). A instituição ficará responsável por todo o conteúdo que será ministrado aos alunos que farão o curso superior sequencial, semipresencial, com duração de dois anos, antes de entraram nos cursos tradicionais.

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O curso comunitário será montado de modo a mesclar a utilização de ambientes de aprendizagem disponíveis na internet com aulas virtuais, estas montadas e transmitidas pela Univesp TV em parceria com a Fundação Padre Anchieta.

Haverá ainda uma parte presencial, que se dará em polos distribuídos por todo o Estado. "Vamos organizar o curso de maneira que possamos aproveitar toda a capilaridade que já existe", afirma Carlos Vogt, presidente da Univesp. Para isso, serão utilizadas as unidades das Etecs e Fatecs do Estado, e os câmpus da USP, Unesp e Unicamp.

Os 2 mil alunos previstos para o programa a cada ano serão alocados em unidades em um raio máximo de 100 quilômetros de onde residem, de modo que consigam frequentar o curso com facilidade e não tenham o seu desempenho prejudicado pela distância. Em casos em que não haja unidades próximas, estuda-se a possibilidade de instalar novos polos em dependências da prefeitura.

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As salas de aula terão, idealmente, 25 alunos, que não contarão com a presença de um professor. Os estudantes terão apenas tutores, que os auxiliarão nas atividades. A transmissão de conteúdo será toda digital.

"Mesmo sem a figura clássica de um professor, os polos darão aos estudantes um sentido de pertencimento a estas instituições, algo bastante importante para a manutenção do projeto", diz Vogt. "Além disso, estamos mexendo com a concepção do ensino: de um lado porque criamos uma nova modalidade de ensino superior e, do outro, por estarmos implementando o uso intensivo das tecnologias."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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