Governo vai oferecer cursos de inglês para universitários a partir de fevereiro

Programa Inglês sem Fronteiras, lançado nesta terça-feira, terá aulas presenciais e a distância. Instituições receberão apoio para aplicar testes e montar cursos

Priscilla Borges - iG São Paulo |

Depois de meses de espera , universitários interessados em participar do programa Ciência sem Fronteiras vão receber apoio para superar o maior entrave dos brasileiros que desejam participar de intercâmbio: a falta de conhecimento da língua inglesa. O Ministério da Educação lançou nesta terça-feira o Inglês sem Fronteiras , projeto que oferecerá cursos de inglês para os futuros candidatos do programa de bolsas de estudos em universidades estrangeiras.

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Os cursos terão diferentes formatos, presenciais e a distância. Pela internet, inicialmente, serão oferecidas aulas para 100 mil estudantes, sendo que os primeiros 40 mil serão atendidos a partir de fevereiro. Antes, eles passarão por testes de proficiência que servirão como nivelamento, que serão aplicados pelas universidades.

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O ministro Aloizio Mercadante afirmou que, entre 2013 e 2014, serão aplicados 500 mil testes de proficiência a todos os alunos que tiveram mais de 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mesmo aos que fazem cursos de Humanas e não podem se beneficiar do programa do governo. “Vamos classificar os estudantes em cinco níveis e distribuir as senhas dos cursos online para os estudantes. Os alunos que estão mais próximos da proficiência exigida pelo Ciência sem Fronteiras serão encaminhados para as aulas presenciais”, disse.

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Os cursos presenciais vão atender, inicialmente, 10 mil alunos. As aulas serão oferecidas nas universidades federais. Cada professor terá até 15 alunos na sala de aula. Segundo Mercadante, até 2014, a meta é estender a quantidade de vagas nos cursos pela internet para 1,1 milhão de alunos da rede federal. De acordo com o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães, há uma negociação para que 5 milhões de brasileiros possam obter senhas para realizar os cursos virtuais.

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As aulas presenciais serão ministradas nas universidades brasileiras que participam do Ciência sem Fronteiras. Lançado em julho do ano passado, o programa enviou mais de 20 mil bolsistas ao exterior até o início deste mês. Instituições de mais de 30 países estão recebendo alunos brasileiros. Amaro Lins, secretário de Educação Superior do MEC, afirmou que uma comissão de representantes das diferentes instituições para gerenciar as ações do programa.

Cartões para bolsas

A partir de agora, os bolsistas do Ciência sem Fronteiras receberão um cartão pré-pago com o dinheiro das bolsas. Eles já sairão do Brasil com o cartão, que será recarregado a cada mês e os alunos poderão sacar o dinheiro no país em que estiverem. Durante cerimônia no Ministério da Educação, o ministro Mercadante recebeu simbolicamente um cartão. “Essa é uma aspiração antiga da Capes e do CNPq para dar segurança e facilitar vida dos bolsistas”, disse.

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