Cada estudante contemplado pelo programa de mobilidade internacional do Santander Universidades recebeu uma bolsa no valor equivalente a 5 mil euros

Foi realizada nesta sexta-feira, 23, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, a cerimônia de entrega de bolsas de estudo do programa de mobilidade internacional Fórmula Santander a alunos de universidades brasileiras conveniadas com o Santander Universidades, braço acadêmico da instituição.

No evento, que contou com a presença do presidente mundial do banco, Emilio Botín, e do piloto Felipe Massa – além de representantes de universidades contempladas no programa -, foram entregues 100 bolsas de estudo, no valor equivalente a 5 mil euros, a estudantes brasileiros. As bolsas irão cobrir os custos de transporte aéreo, hospedagem, alimentação e despesas pessoais por até um semestre. Além disso, os universitários foram agraciados com 10 ações do Santander Brasil.

Além do Brasil, o Fórmula Santander beneficia, também, alunos de graduação e pós-graduação da Espanha e do Reino Unido, totalizando 300 bolsas distribuídas por ano. Desde o início do programa, que está em sua terceira edição, foram distribuídas 900 bolsas de estudo em todo o mundo.

Aposta na mobilidade internacional

Para Jamil Hannouche, diretor da divisão brasileira do Santander Universidades, “a mobilidade internacional é uma das nossas maiores apostas, porque ela amplia a visão de mundo dos participantes e nossas perspectivas sobre a diversidade cultural”. Em todo o mundo, há 10.030 universidades conveniadas com o Santander Universidades.

O piloto da Ferrari, Felipe Massa, e o presidente mundial do Santander, Emilio Botín, estiveram presentes na cerimônia
Paulo Uras / divulgação
O piloto da Ferrari, Felipe Massa, e o presidente mundial do Santander, Emilio Botín, estiveram presentes na cerimônia

Hannouche exalta o sucesso do programa, ressaltando que foram realizadas 10.270 inscrições para as 100 vagas destinadas aos universitários brasileiros. O diretor da divisão brasileira do Santander Universidades afirma que a seleção dos estudantes é feita pelas próprias instituições e que “nosso pedido é que sejam contemplados alunos com alta performance acadêmica e, de preferência, baixa renda”.

Ele explica que o Fórmula Santander nasceu em alusão ao patrocínio do Santander a Ferrari, em 2009. “A Formula 1 é tecnologia, inovação e empreendedorismo, tem tudo a ver com esse programa de mobilidade internacional”, diz.

Ele esclarece o fato de apenas três países serem contemplados: “A Espanha é onde fica nossa sede e é o país de Fernando Alonso, piloto da Ferrari, que também tem o Felipe Massa. O Reino Unido é o país da McLaren, que também patrocinamos. Então Espanha, Brasil e Reino Unido foram os escolhidos para iniciarmos este programa”. Além disso, para ele, a inclusão do Brasil ocorre “devido a sua importância para o grupo e projeção das universidades no pais”.

O programa de mobilidade internacional do governo federal, Ciência sem Fronteiras, foi lembrado por Emilio Botin, presidente mundial do Santander, em sua explanação no evento, ressaltando os bons resultados obtidos pela iniciativa até agora. Para ele, “num mundo global, a mobilidade internacional é um dos grandes desafios” para governos e instituições, como o Santander Universidades.

Bolsistas

Para Lucas Araújo, de 18 anos, estudante de Design de Produtos no Instituto Mauá de Tecnologia, o Programa Fórmula Santander 2012 proporcionará a ele a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos nos Estados Unidos.

O estudante conta que demorou a acreditar que fosse verdade sua aprovação como bolsista do programa. “Me inscrevi há um tempão, tinha até me esquecido disso. Aí me mandaram e-mail falando que eu tinha sido aprovado, e eu pensei que fosse vírus. Só depois que me ligaram falando sobre isso e eu acreditei que era verdade”.

Para o paraense Evandro Alencar, de 20 anos, a aprovação significou uma conquista que ele almejava há dois anos. “Já havia tentado nos anos anteriores e não havia conseguido”, explica. O estudante de Direito da Universidade Federal do Pará (UFPA) irá, a partir do ano que vem, viver, estudar e aprender em novos ares, na Universidade de Coimbra, em Portugal.

A experiência adquirida em terras estrangeiras será de grande valia para os universitários. Para a estudante de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Larissa Mendes, de 19 anos, este será um dos grandes ganhos proporcionados pela experiência fora do país. “Vou compartilhar no Brasil essa experiência”, afirma.

A universitária, que irá estudar na Universidade do Porto, afirma que “será uma grande experiência poder ter contato com outras tecnologias, novas linhas de pensamento sobre a ciência e outros tipos de ensino”.

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