Escola em Nova York formou oito ganhadores do Nobel de ciência

Bronx High School of Science tem um programa na área de ciência que ajuda estudantes a encontrar um mentor e um laboratório profissional para projetos de pesquisa

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Com suas portas verdes e corredores marrons, a Bronx High School of Science se parece com muitas outras escolas de Nova York. Mas as aparências enganam. Essa escola secundária é uma verdadeira fábrica de ganhadores do prêmio Nobel de Ciência. Nenhuma outra escola nos Estados Unidos – e provavelmente em todo o mundo – conseguiu feito igual. Desde 1972, oito alunos da instituição receberam um Nobel de física ou química.

Na entrada principal, perto de uma vitrine onde estão expostos os troféus, há um pôster com fotografias dos vencedores. A única ainda faltando é a do último ganhador, Robert F. Lefkowitz, que acaba de ser agraciado com um Nobel de química . Lefkowitz foi aluno da escola na década de 1950.

O premiado em 2012: Nobel de Química vai para estudos sobre receptores de célula

EFE
Robert Lefkowitz, da Universidade de Duke, foi um dos vencedores do Nobel de Química 2012

Entre os esperançosos candidatos a um futuro Nobel que hoje estudam na Bronx High School of Science estão muitos filhos de imigrantes – com frequência, a primeira geração de crianças nascidas de famílias que imigraram para o país. Aliás, nesse ponto, a escola não é diferente de muitas outras instituições públicas de ensino de Nova York.

'Como na vida real'
Elyssa Amanda Ruiz, de 17 anos, está fazendo pesquisas sobre imunologia. "Em meus experimentos eu estou simulando o efeito de uma proteína sobre a leucemia aguda no sistema imunológico", disse Amanda à BBC, explicando os complexos conceitos científicos sem hesitar.

A Bronx High School of Science recebe o mesmo suporte público que outras escolas na cidade, mas tem um programa especial na área de ciência. O esquema ajuda estudantes a encontrar um mentor e um laboratório profissional para projetos de pesquisa nos campos de biologia, engenharia, computação e ciências sociais. Jean Donahue, administrador assistente da área de ciência, disse à BBC que os projetos que os estudantes realizam são "como na vida real". "Eles investigam de verdade, descobrem coisas novas e em muitos casos publicam suas descobertas em revistas científicas".

Em visita à sua antiga escola, o ganhador do prêmio Nobel de Física, David Politzer, disse a Ian Kaplan, um estudante de 17 anos: "Encontre alguma coisa em que você é bom e que outros acham difícil". Kaplan está estudando fórmulas que usam computadores para predizer o vencedor de debates presidenciais nos Estados Unidos.

Admissão rigorosa
Outro aluno, Valerio Zhang, está investigando o efeito de uma proteína sobre o crescimento celular no câncer de próstata. Ele não está surpreso com o fato de sua escola ter formado tantos vencedores do Nobel e acha que o último ganhador é particularmente importante: esse é o primeiro Nobel de química recebido por um ex-aluno. Mas ser um dos alunos na mais premiada escola secundária pública dos Estados Unidos requer muito talento. A cada ano, muitos candidatos a cientista se inscrevem no processo de seleção da escola, mas o exame de admissão é rigoroso. No ano passado, apenas 5% dos inscritos conseguiram uma vaga.

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