Estudantes sem visto pedem ajuda para universidades

Permissão para intercâmbio de trabalho e férias nos Estados Unidos foi negada para alunos de universidades federais em greve

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Os estudantes universitários que não estão conseguindo obter o visto para fazer intercâmbio de trabalho e férias nos Estados Unidos buscam apoio das instituições de ensino para sensibilizar a embaixada americana. O visto foi negado porque a temporada de trabalho de verão que cerca de 300 estudantes fariam no exterior - de dezembro deste ano a fevereiro de 2013 - coincidirá com o período de reposição das aulas perdidas por causa da greve das federais. O fato de estarem em aula e ainda não terem concluído o semestre letivo torna os estudantes inaptos a participarem do programa. Parte deles trabalharia na Disney, em Orlando.

Visto negado:  Alunos de federais não receberão visto dos EUA para intercâmbio no verão

Alegando que o movimento grevista não foi uniforme nas 57 instituições que pararam, os universitários buscam, com o apoio das reitorias e professores, justificar que não haveria prejuízo acadêmico em seus cursos no País no período do intercâmbio. Antecipar aulas e provas também está entre as possibilidades. Os alunos pedem à embaixada atendimento individualizado para discutir cada caso. "A greve na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi diferente. Com o novo calendário, a gente vai ter um recesso até maior que o da federal do Rio Grande do Norte, que não entrou em greve", diz Carlos Wengerkievicz, aluno de Engenharia Elétrica. O estudante já gastou cerca de R$ 4 mil com despesas para a viagem à Califórnia.

A estudante de Produção Cultural na Universidade Federal Fluminense (UFF) Rafaella Britto, de 20 anos, pretende protocolar hoje, em conjunto com colegas, uma carta à reitoria. Mas, segundo o pró-reitor de graduação da UFF, Renato Crespo, "isso não faz parte da atividade curricular da universidade, é uma iniciativa do aluno".

Após encontro com os estudantes, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) emitiu declaração afirmando que não tem um calendário único. A recomendação da instituição é que cada aluno procure os professores para verificar a situação de frequência.

Movimento

A IE Intercâmbio, uma das agências que fazem a intermediação desses programas, afirma que estuda alternativas para o ressarcimento. Em nota, a STB, outra empresa de intercâmbio, informa que "avaliará soluções personalizadas para minimizar o impacto da decisão de seus clientes". Procurada, a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília afirma que a questão já foi resolvida e não comentará mais o assunto. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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