Columbia quer dobrar número de estudantes brasileiros na universidade

Instituição, que abrirá escritório no Rio de Janeiro em março, pretende incrementar parcerias com universidades do Brasil

Carolina Cimenti - Nova York |

Uma das principais universidades americanas, a Columbia, escolheu o Rio de Janeiro como sede para o seu oitavo escritório internacional . O lançamento do projeto aconteceu nesta quinta-feira em Nova York, e a abertura oficial do escritório, chamado Columbia Global Center, ocorrerá em março de 2013.

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Mas ao contrário da tendência verificada em várias outras universidades americanas, que globalizaram os seus cursos e seu diploma, abrindo sedes em países ricos e emergentes, a Columbia não quer fazer o mesmo. “Quando nós mandamos um estudante para fora dos Estados Unidos, nós não queremos que ele chegue lá e tenha aulas com outros estudantes da Columbia e com outros americanos”, disse o reitor da universidade, John Coatsworth. “Nós queremos que ele tenha contato e estude com as pessoas daquele país. Por isso nós confiamos nas universidades locais que são nossas parceiras. Esse escritório no Rio de Janeiro vai simplesmente auxiliar e tornar a experiência dos nossos estudantes em visita ao Brasil mais eficiente”, explicou ele a um grupo de jornalistas brasileiros.

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Além de facilitar a vida de estudantes americanos no Brasil, a equipe do escritório carioca, com orçamento de R$ 2 milhões ao ano, vai aumentar as parcerias com universidades locais, incentivar a pesquisa, o intercâmbio entre estudantes brasileiros e americanos e promover cursos de extensão de curta duração.

Thomas Trebat, que foi escolhido para dirigir o Global Center do Rio de Janeiro, disse ao iG que além dessas tarefas todas, pretende trabalhar para aumentar o número de estudantes brasileiros na universidade. Atualmente, entre os mais de 27 mil estudantes da Columbia, apenas 104 são brasileiros. “Nós pretendemos pelo menos dobrar esse número em cinco anos. A participação de alunos brasileiros nas nossas pesquisas ainda é muito baixa”, afirmou Trebat.

A universidade já tem escritórios em sete outras cidades: Mumbai, na Índia, Pequim, na China, Istambul, na Turquia, Nairobi, no Quênia, Amã, na Jordânia, Paris, na França e Santiago, no Chile. “Estava mais do que na hora de termos uma representação no Brasil, e a escolha pelo Rio de Janeiro foi uma escolha natural, por causa da fascinação provocada por essa cidade e por causa de um convite muito especial realizado pela prefeitura da cidade”, disse Coatsworth.

O diretor da escola de arquitetura, planejamento e preservação da Columbia, Mark Wigley, que participou do painel de lançamento do escritório carioca, se mostrou extremamente emocionado com a abertura das portas da universidade no Brasil. “O Brasil é um país com cultura, música, comida e muitas outras coisas de altíssima qualidade. Não só é um país interessante de ser estudado, mas é um lugar interessante onde se estudar. Onde as ideias fluem. Acontecerão coisas no Brasil que nenhum de nós aqui é capaz de imaginar. E é por isso que é válido estarmos lá”, afirmou Wigley.

Ainda este mês, a Columbia pretende fechar um acordo com o governo brasileiro para participar do programa Ciência sem Fronteiras, para receber estudantes brasileiros na sede de Nova York.

O escritório da Columbia ficará no centro do Rio de Janeiro, na Rua da Candelária, 9, e vai contar inicialmente com uma equipe de cerca de três pessoas.

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