Professores da UFMG decidem retornar ao trabalho

Na Bahia, paralisação de docentes de universidades federais também acabou

iG São Paulo |

Depois de quase três meses parados, os professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) decidiram em assembleia realizada nesta quarta-feira (5) retornar ao trabalho. Alguns cursos já haviam retomado as atividades, mas não há prazo para o reinício das aulas em todos os departamentos pois o calendário escolar terá que ser refeito. Ao todo, 34 mil estudantes foram atingidos pelo movimento e a estimativa é de que o segundo semestre letivo seja encerrado apenas em janeiro ou fevereiro de 2013.

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Os docentes da UFMG entraram em greve em 19 de junho, mas, dos 75 cursos de graduação oferecidos pela universidade, nove já haviam retornado ou estavam com retorno ao funcionamento programado para segunda-feira (10). De acordo com o reitor da instituição, Clélio Campolina Diniz, ainda não é possível definir a data de retorno porque será necessário compor novas turmas, levando em conta inclusive os pré-requisitos exigidos por determinadas matérias de cursos que não foram finalizados.

"Formalmente, podemos retomar as atividades. Mas o conselho terá que se reunir na próxima semana para definir o novo calendário", afirmou Campolina, referindo-se ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe). Segundo o reitor, é certo que "as férias convencionais de janeiro e fevereiro estão comprometidas", mas a segunda etapa do vestibular 2013 está mantida para o período de 13 a 20 de janeiro do próximo ano. "Nossa primeira etapa é o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e isso não foi afetado", observou.

O reitor afirmou ainda que, apesar do tempo de paralisação, a universidade tentou minimizar o prejuízo aos alunos, principalmente aqueles que dependiam de notas ou diplomas para ingressar em empregos, concursos públicos ou para viagens ao exterior. "Orientamos os alunos a conversar com os coordenadores de cursos e com os professores. A maioria das pendências foi resolvida", disse.

Os professores decidiram retornar ao trabalho mesmo não tendo suas reivindicações atendidas. A proposta feita pelo governo federal prevê reajustes que podem chegar a 45,1% – incluindo os 4% já concedidos no início do ano –, mas deixou de fora algumas das principais exigências em relação à reestruturação da carreira.

Bahia
Os docentes das universidades federais na Bahia também decidiram, em um plebiscito realizado na manhã desta quarta-feira pelo Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia (Apub-Sindicato), encerrar a greve iniciada em 29 de maio.

Segundo a entidade, participaram da consulta 497 docentes das três instituições federais no Estado - Universidade Federal da Bahia (Ufba), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Instituto Federal da Bahia (Ifba). Foram 460 votos favoráveis ao fim do movimento e 37 contrários.

De acordo com o sindicato, a volta às aulas está agora condicionada à apresentação de um novo calendário letivo. Espera-se que as atividades nas instituições sejam reiniciadas no dia 17.

Rio

Em reunião hoje (5), o Conselho de Ensino e Graduação (CEG) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) confirmou o retorno às aulas na segunda-feira (10), depois de 102 dias de greve. Nas próximas cinco semanas, serão ministrados os conteúdos para terminar o primeiro semestre letivo de 2012. A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), no entanto, continuam paradas.

*Com informações da Agência Estado e Agêcia Brasil

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