Professores fazem assembleias para decidir sobre greve até sexta-feira

Ministro falou a manifestantes que prioridade do governo é reposição das aulas e não cortar o ponto dos grevistas

iG São Paulo |

Professores universitários em greve anunciam nesta sexta-feira, 31, se voltam ou não ao trabalho. Eles realizam nas próximas horas 40 assembleias regionais para discutir a última proposta do governo.

Representante da maior parte dos professores, a presidenta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Marinalva Oliveira, informou que a decisão só deve ser divulgada após a consolidação dos resultados das assembleias.

Impacto no Enade: Alunos de federais que se formariam em agosto são dispensados

Parte dos docentes, reunidos no Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), aceitou o reajuste com percentuais que variam de 25% a 40% .

Para o Ministério da Educação, esse acordo atende a todos os professores, independente do sindicato, e será incluído no projeto do orçamento do governo para 2013.

Outras categorias: Servidores federais de 18 categorias retornam ao trabalho dia 3/9

Ao chegar para o Fórum Nacional de Educação nesta quinta-feira, o ministro Aloizio Mercadante disse que quer a reposição integral das aulas interrompidas pela greve dos professores nas instituições federais de ensino superior, mas não ordenará aos reitores das universidades e diretores dos institutos que cortem o ponto dos docentes que não retomarem as atividades.

Retorno: UnB decidiu pelo fim da greve duas vezes

“Isso compete ao Ministério do Planejamento e à Advocacia-Geral da União [sobre corte do ponto]”, afirmou. “Nós lutamos para que haja esse entendimento para que haja uma política de reposição. É muito importante que os alunos não paguem um preço que já pagaram. A prioridade do MEC [Ministério da Educação] continua sendo a reposição integral das aulas”, completou.

Os professores divergem da proposta do governo por causa dos critérios de progressão na carreira e querem que os aposentados se beneficiem mais com os reajustes. “Eles [professores] querem que a progressão seja só por tempo de serviço e que os aposentados progridam na carreira. Os aposentados estão protegidos porque todo o ajuste dado aos professores da ativa será extensivo aos professores aposentados, mas não há progressão da carreira para aposentado em nenhum lugar do mundo e em nenhuma outra profissão no Brasil”, disse o ministro.

Em conversa com os manifestantes, o ministro disse que a proposta dos grevistas traria gastos de R$ 10 bilhões, acima do impacto de R$ 4,1 bilhões projetados pelo governo com o reajuste concedido.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG