Na maior assembleia da história da universidade, professores – divididos – decidem continuar em aulas por placar apertado: 478 a 445

Os professores da Universidade de Brasília (UnB) decidiram manter o resultado da última assembleia – que havia sido questionada por professores e, por isso, nova reunião ocorreu nesta sexta-feira – e manterão o fim da greve. As aulas já haviam sido retomadas por alguns docentes e, agora, o calendário de reposição deverá ser definido.

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O resultado da assembleia, no entanto, revela que os professores da UnB estão longe de um consenso. Mais de 900 docentes participaram da votação, que terminou com o placar apertado de 478 votos a favor de manter o fim da greve a 445 votos contra. “Foi a maior assembleia da história da universidade e, apesar da divisão entre os docentes, ocorreu em clima de tranquilidade”, afirmou Jaime Santana, responsável pela condução do processo.

Com placar apertado, professores da UnB mantém a aprovação do fim da greve em assembleia
Agência Brasil
Com placar apertado, professores da UnB mantém a aprovação do fim da greve em assembleia

O secretário da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB) acredita que, agora, a instituição precisa “tentar construir uma unidade”. “Esse processo e a quantidade de chapas se candidatando à reitoria mostram uma grande divisão na UnB. Precisamos trabalhar a serenidade, os perdedores têm de aceitar as decisões da maioria com serenidade”, diz.

Protestos

No início desta semana, professores da UnB ligados ao comando da greve tentaram invalidar o resultado da assembleia promovida na sexta-feira pela ADUnB. Eles alegavam que a reunião decisiva estava marcada para terça-feira e que a decisão da assembleia antecipada deveria ser anulada. Eles entregaram à direção da ADUnB um abaixo-assinado com 230 assinaturas pedindo a manutenção da assembleia prevista anteriormente.

Os professores da UnB haviam decidido pelo fim da paralisação de quase três meses em uma assembleia com cerca de 250 professores. A instituição foi a primeira universidade ligada ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) a interromper a greve.

Sem negociação

O Ministérios da Educação divulgou nesta sexta-feira uma nota, reafirmando que não haverá reabertura de negociações com os professores. Ontem, o Andes apresentou uma contraproposta à Presidência da República , priorizando o plano de carreiras em detrimento do aumento de salário. De acordo com o MEC, a proposta encaminhada para o Ministério do Planejamento já está fechada e não pode ser modificada. 

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