Docentes da instituição estão há 85 dias sem trabalhar. Eles querem que o governo reabra as negociações com o Comando Nacional de Greve

Em assembleia na tarde desta sexta-feira (10), os professores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) decidiram continuar em greve.

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O encontro realizado, no auditório do Centro de Tecnologia, reiterou a luta para que o governo federal reabra as negociações com o Comando Nacional de Greve (CNG).

Após 85 dias de greve, a intenção dos docentes é reforçar suas manifestações junto à sociedade e ao Congresso Nacional.

"Queremos dialogar e terminar o mais rápido possível este impasse. Mas não podemos admitir um acordo que desestrutura ainda mais nossa carreira", explicou o presidente da Associação de Docentes da UFRJ, Mauro Iasi, pontuando que a assembleia também aprovou uma contraproposta a ser encaminhada ao CNG.

Entre os pontos defendidos está a paridade entre ativos e aposentados, carreira docente em 13 níveis. O professores aceitariam ainda o piso oferecido pelo governo (R$ 2018, 77), porém, com degraus constantes e fixos de 5% a cada progressão. O impacto orçamentário para atender a categoria nacionalmente seria de R$ 6,8 bilhões.

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