Ministério da Educação envia pela segunda vez na semana comunicado às universidades para pressionar pelo fim da greve

O Ministério da Educação enviou nesta quinta-feira, dia 9, circular aos reitores das universidades e institutos federais reiterando que as negociações com os professores, em greve desde o final de maio, estão encerradas. O objetivo da carta, segundo o MEC, é desmentir os avisos que o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) tem feito nas assembleias de que as negociações vão continuar. De acordo com o texto, obtido pelo iG , "não há qualquer possibilidade de reabertura".

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Até o final de agosto, o Ministério do Planejamento vai enviar ao Congresso Nacional, na Lei de Diretrizes Orçamentárias, a proposta de carreira dos professores, que terá reajustes que variam de 25% a 40%. O aumento representa um impacto de R$ 4,2 bilhões para os cofres da União .

A circular do MEC diz ainda que o acordo assinado com o Proifes não poderá ser emendado ou alterado no Congresso Nacional e possui cláusulas que permitem a adesão de outras entidades sindicais. O Andes, que representa a maior parte dos professores, o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) se recusaram a ratificar o acordo com o governo, e a maioria das assembleias nesta semana decidiram manter a paralisação.

Na segunda-feira, também com o objetivo de pressionar pelo fim da greve, o MEC enviou outra circular aos reitores, cobrando o plano de reposição das aulas perdidas durante a paralisação . O MEC informou que vai supervisionar "diretamente a aplicação dos planos". Pelas contas dos técnicos do ministério, os professores terão que trabalhar durante os meses de dezembro, janeiro e parte de fevereiro.

Na circular, o governo afirma que espera a retomada imediata das atividades acadêmicas nas instituições. Nesta quarta-feira, em resposta a essa primeira circular, o Andes emitiu nota em que diz que o MEC está tentando intimidar o movimento grevista .

“O governo forjou um impasse para tentar justificar a ruptura unilateral da Mesa de Negociação, apoiado por seu braço sindical, e agora parte para tentativa de intimidação/repressão ao movimento”, diz a nota do comando de greve.

Técnicos
O governo federal está em negociação com os representantes dos servidores técnicos-administrativos das universidades e dos institutos, Sinasefe e Fasubra, que também estão em greve. Na última segunda-feira, dia 6, foi apresentada uma proposta de reajuste de 15,8%. Amanhã haverá nova rodada de negociações .

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