Professores de universidades federais do  Paraná decidem manter greve

Decisão foi praticamente unânime nas assembleias. Pelo menos 27 das 59 universidades decidiram continuar a paralisação

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Em assembleias realizadas na última terça-feira (7), professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) decidiram dar continuidade à greve da categoria, iniciada no dia 17 de maio.

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Dos quase 200 professores que participaram da assembleia na UFPR, um votou pelo fim da greve. Na UTFPR, de 93 professores presentes, dois votaram pelo retorno ao trabalho.

Na última sexta-feira (3), a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) aceitou a proposta do governo , que prevê reajustes de 25% a 40% até 2015. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) rejeitou a oferta.

"O Proifes representa apenas 5% da nossa base nacional. Até segunda-feira, 27 universidades já tinham decidido continuar em greve, sendo três delas da base do Proifes. Apenas duas optaram pelo fim do movimento", disse Luis Allan Künzle, presidente da Associação dos Professores da UFPR, em entrevista à Agência Brasil. "O governo quis criar um impasse mas, nessa queda-de-braço, ainda será obrigado a nos receber e continuar negociando."

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Os professores da UFPR também aprovaram uma recomendação para que o comando nacional de greve da categoria comece a discutir a possibilidade de suspender os calendários dos vestibulares das universidades federais.

Künzle disse que a categoria pretende formular uma contraproposta ao governo federal. "Já temos alguma discussão pela flexibilização de nossa pauta e apresentaríamos uma contraproposta, se o governo nos recebesse", disse o dirigente sindical. "A falta de negociação tende a radicalizar o nosso movimento."

Veja imagens da greve nas universidades federais:


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