Greve de professores acaba na UFRGS e na UFSCar

Outras universidades ligadas a sindicatos contrários à proposta do governo seguem paralisadas

iG São Paulo |

Os professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) decidiram nesta segunda-feira, dia 6, encerrar a paralisação. Os sindicatos das duas instituições são filiados ao Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), entidade que aceitou a proposta do governo na semana passada e assinou acordo para encerrar a greve .

As decisões foram tomadas em assembleias que referendaram resultado de consulta pela internet realizada nessas universidades durante a semana passada. No Rio Grande do Sul, a decisão também atinge a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). A greve na UFRGS começou no dia 10 de julho, e na UFSCar, no dia 18 de junho.

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Ao longo desta semana, os professores decidirão em assembleias por todo o País sobre a continuidade ou interrupção da greve. Na última quarta-feira (1°), o governo decidiu assinar acordo com o Proifes, entidade que representa a minoria dos professores. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), que representa a maior parte da categoria, recusou a proposta governamental e está orientando as bases para endurecerem o movimento.

Outras duas entidades que representam os professores, o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), também se recusaram a ratificar o acordo.

Ligados ao Andes, os professores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) decidiram, em assembleia nesta segunda-feira, manter a greve. Eles irão apresentar uma contraproposta ao Ministério da Educação e cobrar a reabertura das negociações.

De acordo com a Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp), a adesão nos seis câmpus da universidade é alta, com exceção dos cursos da Faculdade de Medicina, onde as aulas, principalmente dos alunos nos últimos anos do curso, e da pós-graduação, estão ocorrendo normalmente.

No Rio de Janeiro, as quatro universidades federais sediadas no Estado não iniciarão as aulas do segundo semestre enquanto perdurar a greve dos professores, iniciada em 17 de maio. Em todas as instituições o calendário de atividades está suspenso e será retomado após o término das paralisações. Em nenhuma das instituições foi oficializada a perda de semestre, embora haja professores e alunos que consideram a possibilidade.

Segundo a reportagem da Agência Brasil apurou, as atividades de pesquisa e o atendimento nos hospitais universitários continuam, com prejuízos pontuais, enquanto as atividades de graduação estejam interrompidas. Serviços não essenciais que dependem de funcionários, como bibliotecas, estão, em geral, sem atendimento.

Nenhuma das universidades teve paralisação completa na pós-graduação, embora a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) tenha optado pela paralisação oficial mesmo dessas atividades.

Maior e mais antiga instituição no estado, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tem paralisação forte na área de ciência humanas, com mais de 90% dos professores aderindo à greve. Nas ciências biológicas, a adesão é 60%. As demais áreas têm adesão de 20%, segundo estimativas da Associação de Docentes da UFRJ.

Na Universidade Federal Fluminense (UFF), sindicato e reitoria não estimaram a quantidade de funcionários parados, em qualquer das categorias. Segundo a associação de docentes houve paralisação inclusive em programas de pós-graduação.

Na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) a paralisação atinge a graduação, cujo calendário oficial está suspenso desde 23 de maio, e será “integralmente recomposto” após o fim da greve docente. Bibliotecas e hospital veterinário também estão fechados. Há atividade em alguns programas de pós-graduação e em núcleos específicos de pesquisa.

UnB

Na Universidade de Brasília (UnB), a greve dos professores e técnicos administrativos acarretou a suspensão das aulas e o fechamento da biblioteca e do restaurante universitário. Os poucos alunos que circulam pelocampus vão à instituição em busca de documentos ou para dar continuidade a projetos de pesquisa e extensão.

De acordo com os estudantes, alguns laboratórios seguem em funcionamento e as atividades administrativas - como emissão de atestados e declarações - também não foram interrompidas.

Segundo a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), que representa os técnicos administrativos, alguns serviços seguem disponíveis nas universidades e institutos federais porque a categoria está mantendo 30% do efetivo trabalhando. Em greve desde 11 de junho, os técnicos começam as negociações com o governo nesta semana.

*Com informações da Agência Brasil

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