Mesmo com a maioria dos docentes federais rejeitando proposta, Planalto irá formalizar novos salários e cortar ponto de grevistas que não voltarem à sala de aula

Terminou sem acordo a negociação entre o governo e os professores de 57 universidades e 33 institutos tecnológicos federais para encerrar uma greve que já dura 77 dias. A proposta de reajuste salarial de R$ 4,2 bilhões sugerida pelos ministérios da Educação e do Planejamento na semana passada foi recusada por parte da categoria.

Opinião: Estratégia do governo para o fim da greve não prevê nova proposta

Das 57 universidades em greve representadas pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), 53 recusaram a oferta do Planalto .

Já o Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que aceitou a proposta, informou que fez uma consulta eletrônica sobre a greve em seu site. Dos 5.222 mil professores participantes, de 43 Universidades e Institutos federais, 3.962 (74.3%) responderam favoravelmente à proposta e 1.322 (25,3%) foram contrários. Trinta docentes não se manifestaram (0,6%).

A proposta: Governo amplia pacote do reajuste de professores para R$ 4,2 bilhões

Apesar da divisão, o governo manterá a proposta de reajuste escalonado entre 2013 e 2015 para todos os professores. O Planalto calcula que não há mais margem para negociar com os grevistas e, caso as universidades do Andes mantiverem a paralisação, a ordem é partir para retaliações.

Os professores que seguirem paralisados na retomada do ano letivo na próxima semana terão o ponto cortado. Ou seja, os dias não trabalhados serão descontados. Essa será a mensagem que o Planalto levará via Planejamento.

A decisão acontece em sintonia com afirmação feita pela ministra Mirima Belchior (Planejamento) na semana passada. “A greve é um direito do trabalhador, desde que ele assuma a consequência dos seus atos”, disse a ministra.

Veja fotos da greve:


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