Professores da Unifesp rejeitam proposta do governo e mantêm greve

Para docentes da Universidade Federal de São Paulo negociação deve abranger plano de carreira, melhoras na infraestrutura e proposta para funcionários

Marina Morena Costa - iG São Paulo |

Os professores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) decidiram rejeitar a proposta apresentada pelo governo e continuar em greve. A assembleia realizada nesta sexta-feira avaliou que a oferta do governo não contempla pontos cruciais da pauta de reivindicações dos docentes, como a definição de um plano de carreira atraente, a garantia de melhorias na infraestrutura das universidades e uma negociação com os funcionários técnicos e administrativos, que também estão em greve e não receberam nenhuma proposta do governo.

A proposta: Governo amplia pacote do reajuste de professores para R$ 4,2 bilhões
Assembleias: Professores de 12 universidades federais rejeitam proposta do governo  Consequência: Greve fará ano letivo nas federais avançar até o início de 2013

Para os professores da Unifesp, é negociável aceitar o pacote de reajuste de R$ 4,2 bilhões proposto pelo governo federal, desde que com este valor seja feita a reestruturação da carreira nos moldes que o sindicato nacional da categoria (Andes) deseja. Os professores querem que a cada nível da carreira haja um aumento salarial de 5%, que a remuneração por titulação seja incorporada ao salário-base, e que as avaliações para promoção sejam realizadas pelas universidades e não por grupos externos de trabalho, como propôs o governo federal.

Marina Morena Costa
Participaram da assembleia na Unifesp 70 professores

“Estamos muito frustrados porque o governo não propôs ainda uma reestruturação de carreira, que defina qual é a porcentagem de aumento a cada progressão de nível profissional”, afirma Marian Dias, professora do departamento de Educação do câmpus de Guarulhos da Unifesp e membro do comando local de greve.

Os professores da Unifesp exigem também que o Ministério da Educação participe mais ativamente das negociações e ofereça as garantias de melhoria na infraestrutura e na qualidade da expansão da rede federal de ensino. “No câmpus de Diadema tem dia que não tem água. No curso de Letras em Guarulhos faltam 20 professores, no de Licenciatura em Ciências em Diadema, faltam quase 30 professores. Isso não está sendo nem posto na mesa de negociação”, destaca a professora.

Também nesta sexta-feira, docentes da Universidade Federal do ABC (UFABC) rejeitaram a proposta em assembleia. Pelo menos outras 12 universidades federai s tomaram a decisão na quinta. A greve também continua nas universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Santa Maria (UFSM), de Pernambuco (UFPE), Rural de Pernambuco (UFRPE), do Espírito Santo (Ufes), de Uberlândia (UFU), de Brasília (UnB), da Paraíba (UFPB), da Bahia (UFBA), de Goiás (UFG), de Pelotas (UFPel) e Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

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