Para governo, reajuste salarial de professores supera a inflação

Secretário do Ministério do Planejamento disse que o Brasil vive um "momento econômico delicado" para conceder aumentos

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O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, declarou nesta quarta-feira, em nota, que o Brasil vive um "momento econômico delicado" para conceder aumentos salariais, mas que o governo está disposto a dar reajustes "acima da inflação" aos professores da rede pública federal até 2015.

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Docentes de 57 das 59 instituições federais estão em greve há dois meses. "Estamos em um momento econômico delicado, mas continuamos a valorizar os professores, porque a prioridade do governo é a educação", disse Mendonça. "A valorização dos docentes não começou hoje, não começou este ano. A reestruturação da carreira dos professores vem acontecendo desde 2003, com recomposição salarial ano após ano".

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Em resposta à manifestação realizada neste quarta-feira na Esplanada dos Ministérios, o secretário disse que a negociação com os professores "mantém a política de valorização da carreira", que teria sido iniciada no governo Lula, em 2003. "Desde este período, os professores vêm recebendo aumentos reais de salário, recompondo as perdas de vencimentos acumuladas em décadas passadas", afirma a nota.

O Planejamento declarou que a prioridade do governo federal é "qualificar a educação". Os reajustes, segundo o ministério, chegam a 77,27% acima da inflação até 2015 para docentes das universidades; e 75,48% para professores dos institutos tecnológicos. "Em 2015, o salário dos docentes titulares com dedicação exclusiva chegará a R$ 17.057,74", informou, em nota, o ministério.

Os cálculos, segundo o secretário, consideram a inflação do período desde janeiro de 2003, e têm como base índices estimados de 4,7% em 2012 e 4,5% previstos para 2013, 2014 e 2015. 

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