Paralisação na rede estadual já completa 94 dias. Além de reajuste, grevistas pedem devolução de salários cortados e readmissão de demitidos

Após 94 dias, mais uma vez os professores da rede estadual da Bahia decidiram permanecer em greve. A categoria rejeitou em uma assembleia nesta sexta-feira (13) a proposta encaminhada pelo Ministério Público, que desde a semana passada intermedeia as negociações entre o governo e os grevistas.

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Antes da assembleia, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) se reuniram com promotores e representantes do governo. Depois desse encontro, o documento foi à votação, na qual não foi aprovado. A APLB teve acesso na última quinta (12) às sugestões da Promotoria, e já havia feito ressalvas ao seu conteúdo.

"A proposta não atende ao anseio da categoria. Vamos mandá-la aos representantes do interior para que eles nos ajudem a fazer uma contra-proposta. Vamos fazer uma audiência na próxima quarta-feira, na Assembleia Legislativa", afirmou a vice-coordenadora do sindicato, Marilene Betros.

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Os dois pontos considerados cruciais pelos professores ausentes na proposta são: a devolução dos salários cortados e a readmissão de 57 professores temporários que foram demitidos durante a paralisação.

O MP propôs reajustes de 7% em novembro e mais 7%, que seriam antecipados de abril para março. Não haveria o aumento de 22,22% neste ano, conforme os professores reivindicam. As punições que os professores sofreram seriam novamente analisadas e eles deveriam fazer reposição das aulas para receberem os salários cortados.

Também nesta segunda, o governador Jaques Wagner conclamou os professores a retornarem às aulas na próxima segunda-feira (16).

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