Estudantes fazem protesto durante discurso de Dilma no Rio de Janeiro

Seguranças da Presidência tentaram retirar os manifestantes e houve tumulto. Servidores públicos cercaram carros de autoridades durante visita de Dilma a hospital na zona sul

Agência Brasil | - Atualizada às

Agência Brasil

Um grupo de estudantes do Rio de Janeiro fez na manhã desta sexta-feira (6) uma manifestação durante o discurso da presidenta Dilma Rousseff, na cerimônia de inauguração de casas populares na zona norte do Rio de Janeiro.

No início do pronunciamento, os manifestantes começaram a gritar, exigindo a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para a educação.

Seguranças da Presidência da República tentaram retirar os manifestantes da lona onde ocorria a cerimônia. Um tumulto foi formado porque os estudantes não queriam sair.

Alguns jornalistas e fotógrafos, que tentavam reportar a situação, também foram empurrados pelos seguranças. A confusão durou cerca de dez minutos, até que acabasse o discurso da presidenta.

AE
Estudantes pedem mais verbas para educação para a presidenta Dilma


Outro protesto

A presidenta também enfrentou protestos de servidores públicos durante evento no Hospital Miguel Couto, na zona sul da cidade. Os manifestantes cercaram os carros que levavam as autoridades. No local, Dilma participou da inauguração da Coordenação de Emergência Regional.

Com faixas e cartazes e gritando palavras de ordem, eles queriam ser recebidos pela presidenta para dialogar sobre as reivindicações. Os veículos entraram pela porta dos fundos, com as janelas fechadas.

A presidenta comentou a manifestação feita no hospital. Segundo ela, isso faz parte do processo democrático.

“Nós vivemos numa democracia”, disse.

Segundo contou depois o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que participou do evento, a presidenta também comentou o assunto com ele, dizendo que “o governo respeita a manifestação de trabalhadores e das organizações sindicais, o que faz parte do processo de negociação”.

Padilha enfatizou, no entanto, que é o Ministério do Planejamento que coordena as conversações sobre a questão salarial dos servidores federais. “É o Planejamento que coordena isso e ele [o ministério] tem mantido conversas com representantes de servidores federais de várias áreas”, disse.


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