Greve de professores deixa 13 mil sem aula no Colégio Pedro II, no Rio

Funcionários da educação básica federal estão em paralisação nacional há 8 dias

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A greve de professores do Colégio Pedro II prejudica as aulas de cerca de 13 mil alunos nas 14 unidades da instituição na capital fluminense. A paralisação, que começou no último dia 18 , é por tempo indeterminado. Os funcionários administrativos também aderiram ao movimento. As duas categorias reivindicam a reestruturação de carreira, reajuste de 22% sobre o salário e melhorias da infraestrutura das unidades.

De acordo com a professora Renata Resende, que integra o comando de greve, no ensino fundamental da Unidade Humaitá, bairro na zona sul, cerca de 80% dos professores já aderiam ao movimento. Em São Cristóvão, zona norte, a greve atinge 50% da categoria.

Segundo ela, o calendário escolar não será prejudicado, podendo haver reposição das aulas aos sábados. " Nós temos feito sempre reuniões com os responsáveis. No primeiro momento, eles [os responsáveis] desconhecem a situação em que passam as escolas, mas finalizada a reunião, nós temos tido apoio dos pais que têm se comprometido em colaborar conosco", disse.

A mãe de um aluno, Luciana Zanetti, de 40 anos, apoia a decisão dos servidores, para que o problema seja resolvido o quanto antes. "Eu sou a favor da suspensão do calendário escolar. Com a suspensão, os alunos não vão ter aula até que se resolva o problema entre o governo federal e os professores”, disse. “A culpa dessa questão dos alunos estarem na rua, a meu ver é do governo federal, porque não tem simplesmente uma política salarial para que os profissionais, que são responsáveis pela formação educacional dos nossos filhos, possam ser respeitados".

O Ministério da Educação (MEC) informou, por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa, que o Ministério de Planejamento é que define a agenda de negociações com os professores. E que está com uma proposta de plano de carreira pronta, que prioriza a dedicação exclusiva e a titulação docente, para apresentar na próxima reunião.

A nota diz ainda que o governo sancionou nesta terça-feira (26) uma lei que cria 77.178 cargos efetivos, cargos de direção e funções gratificadas para as instituições federais de ensino - universidades federais, institutos de educação, ciência e tecnologia, Instituto Nacional de Educação, entre outras unidades federais, incluindo o Colégio Pedro II.

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