Cortes orçamentários ameaçam reputação de universidades da Califórnia, nos EUA

Estado é reconhecido por abrigar instituições de renome como Berkeley e UCLA. Se verbas não aumentarem, universidades ameaçam cancelar cursos inteiros. Preço da anuidade já subiu e número de alunos por turma também

The New York Times |

O número de alunos por turma aumentou, cursos foram cancelados e o preço da anuidade subiu - repetidamente. Menos faculdades estão oferecendo cursos de verão e as administradoras dependem cada vez de uma anuidade maior de estudantes de fora do Estado.

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Além disso, há sinais de que as coisas podem piorar: as autoridades afirmam que se um aumento de impostos proposto pelo governador Jerry Brown não for aprovado este ano, elas serão forçadas a considerar cortes draconianos, como eliminar cursos inteiros.

Durante gerações, o sistema de educação universitária da Califórnia - lar de instituições de renome global como Berkeley e UCLA - tem sido amplamente reconhecido como talvez o melhor exemplo de como devem ser as universidades públicas.

Junto com o sistema da Universidade Estadual da Califórnia e o grande número de faculdades comunitárias estaduais, as opções de ensino superior aqui têm causado inveja a outros Estados.

Depois de décadas de cortes no orçamento do Estado, essa reputação está sob crescente ameaça. Os líderes universitários que responderam tipicamente a cortes anteriores com garantias de que as instituições ainda estavam em sua melhor forma, agora soam o alarme. Na tentativa de conseguir apoio, eles se preocupam abertamente que as escolas não oferecem a mesma qualidade de educação que ofereciam uma década atrás.

"Eu estaria mentindo se dissesse que aquilo que oferecemos aos alunos não mudou e que não tem havido uma degradação no ambiente de aprendizagem", disse Timothy White, reitor da Universidade da Califórnia, Riverside, que teve crescimento recorde nos últimos anos.

Nos EUA: universidade pública já sai mais cara que particular

No ano passado, planos para a inauguração de uma escola de medicina no campus foram arquivados depois que o orçamento do Estado sofreu cortes.

Embora ninguém argumente que o corte de gastos do Ensino Superior seja uma coisa boa, alguns dizem que a crise orçamentária o torna absolutamente necessário - e pode fornecer oportunidade para mudanças necessárias.

Jon Coupal, o presidente da Associação de Contribuintes Howard Jarvis, que fortemente se opõe ao aumento nos impostos, afirma que as universidades deveriam fazer mais para mostrar que estão cortando gastos, como reduzir os salários dos administradores de topo ou fechar programas que não beneficiam diretamente o Estado.

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Na situação atual, as faculdades comunitárias não receberão o mesmo financiamento que receberam em 2007 até 2014. Se os eleitores aprovarem a proposta fiscal do governador, elas irãoreceber US$ 300 milhões este ano, mas vão perder outros meta US$300 milhões se o aumento nos impostos for rejeitado.

(Por Jennifer Medina)

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