Professores de escolas particulares anunciam greve na Bahia

Nas escolas estaduais do Estado, paralisação de professores já dura 49 dias

João Paulo Gondim, iG Bahia |

O Sindicato dos Professores da Bahia (Sinpro-BA) anunciou que os profissionais das escolas particulares entram em greve, por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira (29). De acordo com o sindicato, a paralisação deve contar com a adesão de, pelo menos, 10% dos 4 mil associados.

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Entre as 58 cláusulas da pauta de reivindicações estão o reajuste salarial de 4,88% correspondente à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e aumento real de 10%. "O piso salarial na Bahia é de R$ 4,48 por hora", informa a diretora de comunicação do Sinpro-BA, Cristina Souto. Entre outros pontos, há a regulamentação de intervalos entre as aulas e a unificação do período de férias dos docentes.

De acordo com a associação de professores, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA) apresentou como única contraproposta 5% de reajuste. "As demais reivindicações foram ignoradas. Tão importante quanto questões financeiras, são as de saúde e melhorias das condições de trabalho", afirmou Cristina Souto.

A reportagem não localizou ninguém do Sinepe-BA para se manifestar sobre a greve.

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Rede estadual

Esta terça-feira é o 49º dia de greve dos professores dos colégios estaduais na Bahia. Na última segunda-feira, os professores conquistaram uma vitória judicial, quando o Tribunal de Justiça da Bahia determinou, por meio de liminar, que os salários dos docentes grevistas, cortados desde 19 de abril, seja depositado. O corte do ponto dos professores foi determinado pelo governo depois que a greve foi considerada ilegal pela Justiça, mas os docentes recorreram. O governo, que pode recorrer da decisão, havia feito uma proposta de depósito integral dos dias cortados caso a greve fosse encerrada, o que não ocorreu.

Os professores da rede estadual pedem reajuste linear de 22,22% para a categoria. O índice é o mesmo que foi oferecido pelo governo aos docentes que não têm ensino superior, para que eles passassem a receber o piso nacional da categoria. Os professores que concluíram o ensino superior - e que já recebiam mais do que o piso nacional - tiveram o mesmo reajuste dado a todo o funcionalismo baiano este ano, 6,5%.

AE
Estudantes percorreram a Avenida Paralela em Salvador em uma manifestação pedindo o retorno das aulas na rede estadual de ensino (28/5)

* Com informações da AE

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