Professores de universidades federais declaram greve

Categoria pede incorporação de gratificações e porcentuais de acréscimo relativo à titulação

Agência Brasil |

Os professores das instituições federais de ensino superior (Ifes) deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira, segundo anúncio do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).

A decisão foi tomada no sábado (12) e a greve foi aprovada por unanimidade. A reunião contou com a presença de 60 representantes de 43 Ifes. No momento da votação, estavam presentes docentes de 36 instituições. Os docentes reivindicam a reestruturação da carreira - prevista em acordo firmado em 2011 e, segundo alegam, descumprido pelo governo federal.

A categoria pede carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35) e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.

A Andes deverá divulgar um balanço com as instituições que aderiram a greve neste início da tarde.

Resposta do Ministério da Educação

O Ministério da Educação informa que as negociações salariais começaram em agosto passado, quando foi acertada a proposição de um reajuste salarial linear de 4%, a partir de março de 2012. Entretanto, diante da lenta tramitação do projeto de lei proposto pela Presidência da República ao Legislativo, o ministro Aloizio Mercadante interferiu diretamente junto a presidenta Dilma Rousseff, no sentido de retirar o PL e transformá-lo em Medida Provisória.

A MP foi assinada na sexta-feira, 11, e publicada no Diário Oficial na segunda, 14, assegurando o reajuste de 4% retroativo ao mês de março, além das gratificações específicas do magistério superior (Gemas) e de atividade docente do ensino básico, técnico e tecnológico (Gedbt).

Com relação ao plano de carreira dos professores e funcionários, a negociação prevê sua aplicação somente em 2013. Os recursos devem ser definidos até agosto deste ano, o que significa que há prazo e prioridade. As negociações com o Ministério do Planejamento e as representações sindicais seguem abertas.

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