British Council terá testes grátis a candidatos ao Ciência sem Fronteiras

Exame de proficiência em inglês para os mais pobres faz parte de investimentos para que brasileiros estudem no Reino Unido

Agência Brasil |

Para auxiliar candidatos a bolsas pelo programa Ciência sem Fronteiras, o British Council anunciou nesta segunda-feira parceria com o Ministério da Educação (MEC) para oferecer 4 mil livros e 2 mil testes de proficiência gratuitos aos alunos de baixa renda. A organização também prevê o aumento do número de postos de aplicação do exame de proficiência, que hoje só pode ser feito em 17 locais no Brasil. O investimento que será feito pela organização britânica em um ano de projeto é de R$ 1,6 milhão.

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Das 20 mil bolsas que o programa tem como meta distribuir ainda em 2012, cerca de 10 mil serão para o Reino Unido. Entre esses alunos, aqueles de baixa renda serão o público-alvo da parceria com o British Council.

Os estudantes brasileiros que conseguem uma bolsa para estudar em instituições estrangeiras pelo Ciência sem Fronteiras precisam comprovar fluência em inglês, submetendo-se a testes de certificação como o International English Languages Testing System (Ielts), que é aplicado pelo British Council em mais de 100 países e custa R$ 440.

Os alunos de baixa renda, que serão indicados pelo coordenador do programa de cada instituição, poderão fazer o teste gratuitamente. O British Council irá aplicar até 2 mil testes de graça. A parceria inclui também a doação de livros preparatórios para universidades e a aplicação de testes de nivelamento para que os estudantes possam conhecer melhor qual é o nível de conhecimento na língua.

O aluno selecionado para receber a bolsa pode passar até seis meses no país fazendo uma “imersão” na língua para só depois prestar o exame de certificação. Quem não é aprovado nesse quesito não pode iniciar os estudos na instituição estrangeira para a qual foi selecionado.

De acordo com o ministro de Educação Aloizio Mercadante, muitos jovens pobres têm tido um desempenho excelente no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, portanto, estão habilitados a participar do programa, que exige média de 600 pontos na prova. No entanto, apresentam deficiência na formação da língua inglesa “Por isso estamos fazendo um esforço muito grande nessa direção", disse.

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