Professores ocupam a Assembleia Legislativa da Bahia

Docentes em greve estão em saguão para protestar contra "quebra de acordo"

AE |

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Cerca de 500 professores da rede estadual da Bahia e sindicalistas ocupam, desde a noite de ontem, quarta-feira, o saguão da Assembleia Legislativa, para protestar contra o que consideram uma quebra de acordo do governo estadual com a categoria.

Na quarta-feira, eles haviam cercado a entrada do prédio da Governadoria , o que fez com que a polícia instalasse uma barreira na frente do edifício, e fizeram uma passeata até a assembleia. Os 37,8 mil docentes da rede estadual estão em greve há oito dias, cobrando um reajuste linear para a categoria, que teria sido acordado entre o governo e os professores no ano passado.

A obrigatoriedade de cumprimento do piso nacional, de R$ 1.451 , para a categoria, porém, fez o governo enquadrar os docentes que têm nível superior - e já ganhavam mais que o piso nacional - no reajuste que abrangeu todo o funcionalismo público estadual (6,5%) e levou a administração estadual a apresentar um projeto de lei elevando em 22,22% os vencimentos dos professores que têm apenas ensino médio e ganhavam menos que o piso. O projeto deve ser votado na Assembleia Legislativa na semana que vem.

Com a disparidade nos índices de reajuste, os sindicalistas reclamam que a categoria sofreu um retrocesso, pelo desestímulo ao aperfeiçoamento profissional, e cobram paridade nos aumentos salariais. O governo sinaliza com o parcelamento do reajuste maior para toda a categoria em duas partes, a primeira agora e a segunda em abril do ano que vem. Segundo a Secretaria de Administração, o governo não tem condições de absorver o impacto de R$ 411 milhões no Orçamento que o aumento provocaria este ano. Os sindicalistas não aceitam a proposta.

Diante do impasse, a Secretaria de Educação do Estado informou que vai cortar o ponto dos professores grevistas, baseada na decisão da Justiça baiana que, na última sexta-feira, decretou a ilegalidade da paralisação dos docentes. O sindicato da categoria, porém, recorreu da sentença e ameaça manter a greve até que o reajuste seja concedido.

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