Professores da Bahia cercam a entrada da sede do governo

Docentes da rede estadual estão em greve há uma semana e pedem reajuste de 22%

AE |

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Um grupo de professores estaduais faz protestos desde a manhã desta quarta-feira na frente do acesso ao prédio da sede do governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Policiais militares e seguranças foram deslocados para montar uma barreira em frente ao edifício, mas não foram registrados atos de violência ou de vandalismo.

Os professores da rede estadual estão em greve há uma semana. Eles cobram do governo reajuste linear de 22,22%. O índice é o mesmo que foi proposto pelo governo para igualar os salários dos professores da rede que não têm curso superior - 5,2 mil dos 37,8 mil professores do Estado - ao piso nacional da categoria, de R$ 1.451 .

A proposta deve ser votada na Assembleia Legislativa na semana que vem. Os demais docentes, que já tinham salários acima do piso nacional, porém, receberam o reajuste que abrangeu todo o funcionalismo baiano em 2012, de 6,5%. O piso para os professores com curso superior foi para R$ 1.586.

Segundo os grevistas, a diferenciação nos índices de reajuste desestimula o professor a se aprimorar, por deixar em patamares similares os salários dos docentes que têm apenas ensino médio dos que têm curso superior.

A greve foi considerada ilegal pela Justiça baiana na sexta-feira, mas o sindicato da categoria, APLB-Sindicato, entrou com recurso contra a decisão. A Secretaria de Educação do Estado informou que o piso para os professores com curso superior na Bahia é mais alto do que em Estados mais desenvolvidos economicamente, como São Paulo e Rio, que a categoria recebeu, nos últimos três anos, 30% de aumento salarial acima da inflação. Além disso, a Secretaria emitiu comunicado convocando os professores a retornar às unidades de ensino.

Segundo a Secretaria de Administração, não há possibilidade de o Estado pagar o reajuste pedido pelos professores porque ele representaria um impacto de R$ 400 milhões no orçamento - que foi reduzido, no início do mês, dos R$ 28,9 bilhões previstos inicialmente para R$ 28,1 bilhões.

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