Bônus muda em 2013, diz secretário de Educação de SP

Bonificação irá incluir critério socioeconômico, mas desempenho dos estudantes no Saresp continua sendo componente do cálculo

Marina Morena Costa, iG São Paulo |

A política de bonificação dos profissionais da rede estadual de educação do Estado de São Paulo mudará a partir de 2013. De acordo com o secretário Herman Voorwald, a pasta finaliza uma proposta que inclui no bônus critérios socioeconômicos dos estudantes e da região onde a escola está localizada. O projeto de lei deve ser encaminhado à Assembleia Legislativa até julho deste ano. 

“O não interesse dos professores em permanecer na unidade escolar, a falta de docentes, o não interesse dos estudantes, tudo isso interfere no aprendizado. Eu tenho que ser muito justo, essa questão socioeconômica tem sim que fazer parte da proposta do pagamento do bônus”, enfatizou o secretário em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira no Palácio dos Bandeirantes.

O Saresp, prova de português e matemática aplicada aos alunos da rede para medir o conhecimento, continuará como um dos itens que interferem no bônus. Junto com dados de aprovação, reprovação ou abandono, a avaliação compõe o Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp), indicador de qualidade da rede.

Fraude no Saresp

Neste ano, a escola que teve o melhor desempenho no Saresp foi acusada de fraude e está sob investigação. Alunos formados no 5º ano do ensino fundamental da Reverendo Augusto da Silva Dourado, em Sorocaba, afirmam que tiveram ajuda de professores durante a avaliação. A denúncia foi revelada pelo iG e confirmada à Comissão de Averiguação do caso .

“(O caso de Sorocaba) será averiguado e as medidas serão tomadas com muito rigor. A secretaria de educação tem que garantir a defesa de um sistema de avaliação importantíssimo para análise das políticas pedagógicas do estado. Não há que se imaginar que a secretaria possa aceitar qualquer tipo de desvio de conduta”, declarou o secretário.

A investigação deve durar 30 dias e poderá ser prorrogada por mais 30 dias, se a comissão achar necessário. Após a conclusão, Voorwald anunciará quais medidas serão tomadas. A nota da escola acusada de fraude no Idesp foi 9,3, enquanto a média da rede para a série ficou em 4,24. No Saresp 2011, todos os 27 alunos tiraram 10 em matemática – fato raro e único na rede – e a média da turma em português foi 9,1.

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