04/12 - 10:27, atualizada às 11:28 04/12 - Redação com agências
PARIS - O Brasil está em 52º lugar em uma lista de 57 países avaliados pelo Programa para Avaliação Internacional do Estudante, na sigla em inglês (Pisa). O levantamento é realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e avaliou, em 2006, a capacidade de estudantes de 15 anos de idade, em 57 países, que totalizam quase 90% do PIB mundial.
O País aparece atrás ainda do Chile, que está na 40º posição, e do Uruguai, que aparece como 42º colocado.
O desempenho dos estudantes brasileiros no ranking de ciências foi considerado superior apenas ao da Colômbia, Tunísia, Azerbaijão, Catar e Quirguistão, que é o lanterninha. Ainda segundo o relatório, divulgado nesta terça-feira, no Brasil, nem 40% dos jovens cursam o ensino médio; e só cerca de 10% fazem o ensino superior.
Os adolescentes finlandeses de 15 anos tiveram as melhores notas. Os alunos da Coréia do Sul venceram na disciplina Leitura, enquanto os de Taipé foram os melhores em Matemática.
A prova de Ciências abrangia itens como mudança climática, cultivos transgênicos e a importância da atividade física. Havia questões relativas também a Matemática e Leitura, mas desta vez a ênfase foi maior em Ciências devido à crescente importância dessa matéria nas sociedades tecnológicas.
Os adolescentes finlandeses tiveram nota média de 563, superando Hong Kong (segundo lugar, nota média 542) e o Canadá (terceiro, 534).
Estados Unidos, Espanha e Itália estão entre os 32 países considerados como estatisticamente abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
'Nas sociedades de hoje, baseadas na tecnologia, entender os conceitos e teorias científicas fundamentais e a capacidade de estruturar e resolver problemas científicos são mais importantes que nunca', disse o relatório.
O texto recomenda que os países valorizem as carreiras científicas e ensinem fundamentos científicos mesmo a alunos que não sigam carreira na área.
De acordo com o relatório, poucos adolescentes pretendem virar cientistas, mas jovens de classes sociais mais elevadas tendem a dar mais importância à ciência.
No quesito Leitura, os adolescentes sul-coreanos (nota média 556) superaram os da Finlândia (547) e Hong Kong (536).
Em Matemática, Taipé venceu (nota média 549), à frente de Finlândia (548), Hong Kong e Coréia do Sul (empatados com 547).
Na prova de Matemática, EUA, Itália, Espanha e Portugal ficaram abaixo da média da OCDE.
(*com informações das agências Reuters e Estado)
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