30/06 - 13:31 - Juliana Simon, do Último Segundo
SÃO PAULO - Quem vê o prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) hoje, não imagina o cenário de 51 dias de ocupação no prédio da reitoria. A fogueira, barricada de pneus, faixas e grafites coloridos deram espaço para uma calçada deserta e uma fachada coberta por um toldo preto. Na rápida volta à rotina, os alunos lotam as salas de xerox durante toda a tarde e se reúnem em festas durante a noite. Os integrantes do movimento voltam aos conhecidos grupos de qualquer ambiente estudantil.
A greve mobilizou quase todos os cursos da universidade, inclusive os das faculdades tradicionalmente distantes da mobilização estudantil. No entanto, entre os estudantes – mesmo os mais ativos na ocupação - a preocupação agora é correr atrás dos trabalhos de fim de semestre. Para os que não se envolveram nas manifestações, o sentimento é de revolta ou de resignação. Enquanto uns declaram achar o movimento uma perda de tempo, outros afirmam que se acostumaram com as greves anuais da universidade.
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