30/05 - 11:59, atualizada às 14:44 30/05 - Redação
SÃO PAULO – Os estudantes, que ocupam a reitoria da Universidade de São Paulo desde o dia 3 deste mês, realizaram nesta quarta-feira um “arrastão” na universidade para chamar os alunos para aderir à greve. A manifestação está no seu 27º dia.
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Os professores e funcionários da universidade que estão em greve também participaram da ação. De acordo com o estudante Guilherme Lisboa, o "arrastão" conta com o auxílio de quatro carros de som.
Na quinta-feira, a partir das 13h, os estudantes, funcionários e professores da USP, Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) irão realizar uma marcha até o Palácio dos Bandeirantes como forma de protesto.
Além dos estudantes, parte dos funcionários e professores da USP estão em greve. Algumas reivindicações coincidem com as dos alunos, porém os docentes ainda pedem mais verbas para a educação pública, um reajuste salarial de 3,15% mais uma parcela fixa de R$ 200 nos salários dos contratados em tempo integral.
Docentes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) seguiram os professores da USP e também decidiram entrar em greve.
Unesp
Na última segunda-feira, estudantes do campus de Franca da Unesp ocuparam a sala da vice-diretoria da universidade. Segundo um texto publicado no blog dos manifestantes da USP, o protesto na Unesp apóia a ocupação da reitoria. “Apoiamos incondicionalmente a ocupação da reitoria da USP pelos companheiros e entendemos que a mesma [a ocupação] segue como exemplo nacional da aliança concreta de estudantes, funcionários e professores em defesa do ensino público", diz o texto.
O saguão da Faculdade de Ciências e Letras, em Assis, também foi ocupado por alunos. De acordo com o estudante Márcio Teixeira Lopes, além de algumas questões estruturais, eles também protestam contra os decretos do Serra. Cerca de 50 alunos se revezam no local.
Motivos
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| A ocupação da reitoria entra no 27º dia |
Segundo os manifestantes, decretos estaduais publicados em janeiro ameaçam a autonomia das universidades estaduais - USP, Unicamp e Unesp. O governador de São Paulo, José Serra, nega a alegação.
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