10/05 - 17:04 - Agência Estado
Além dos estudantes, os funcionários da Universidade de São Paulo decidiram protestar contra os recentes decretos do Governador José Serra (PSDB), que afetariam a autonomia da entidade, anunciaram que vão entrar em greve na próxima quarta-feira, por tempo indeterminado. A paralisação foi determinada em assembléia realizada hoje, em frente à reitoria da universidade.
O estudantes, por sua vez, mantêm a ocupação da reitoria da USP pelo sétimo dia. A segundanista de Letras Claudia Drummond, de 20 anos, disse que em torno de 250 alunos continuam dentro do prédio. De manhã, havia 350. Os discentes reivindicam a autonomia da universidade, melhoras na infra-estrutura dos prédios e mais professores. Hoje, o grupo aguarda uma contraproposta da reitora, Suely Vilela, que será discutida por volta das 19 horas.
Protesto no Masp
Ainda de acordo com Claudia, parte dos estudantes deixou o prédio no início da tarde para integrar o protesto organizado por diversos sindicatos de servidores paulistas no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na "Campanha Unificada do Funcionalismo Paulista". Dados da Polícia Militar apontam que cerca de 1,5 mil pessoas estavam no local. O movimento não atrapalhava o trânsito na região.
A pauta da campanha compreende seis itens: contra os decretos do governo Serra; mais verbas para os serviços públicos essenciais; negociação salarial direta com o Executivo, de casa setor; discutir a proposta de criação do plano de previdência, o SPPREV; contra a terceirização; a defesa do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual; contra a corrupção, a sonegação, a isenção e as renúncias fiscais no Estado.
O presidente da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp), Cesar Minto, e membro do Fórum das Seis, revelou que a campanha deve ganhar mais força no dia 23, quando haverá um novo protesto com a adesão de mais sindicatos, em local ainda não definido.
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