09/05 - 08:23 - Agência Estado
Um grupo de cerca de 300 estudantes que invadiram, na última quinta-feira, o prédio da reitoria da Universidade de São Paulo, na zona oeste da capital paulista, decidiu em assembléia de três horas de duração que dará continuidade à ocupação do prédio. A assembléia realizada na noite de ontem teve a participação de pelo menos 1.500 universitários. Uma nova rodada de negociações está marcada para hoje com a reitora, Suely Vilela. O grupo de 300 estudantes é mantido no prédio por meio de um revezamento, com turnos de 24 horas.
Segundo uma comissão formada pelos universitários, as negociações sobre a quantidade de moradias no Conjunto Residencial da USP (Crusp) avançou, mas o número estaria muito abaixo das 594 vagas exigidas pelos manifestantes. Os estudantes também querem que a USP se posicione publicamente sobre os decretos do governador José Serra. Para eles, os decretos ferem a autonomia da universidade, que passaria para as mãos Secretaria de Ensino Superior, à qual estão ligadas as universidades públicas paulistas.
Os universitários também exigem a contratação de mais professores, a substituição imediata dos docentes que se aposentam e uma reforma de faculdades. Outra portaria que causou o protesto é a que determina o contingenciamento das verbas das universidades. Eles reclamam ainda do veto do ex-governador Cláudio Lembo (PFL), no último dia de seu mandato, ao aumento dos recursos destinados à educação no Estado. A medida foi tomada, segundo declarou Lembo, com a concordância de Serra.
Punição
De acordo com a comissão de comunicação do movimento, a reitora já garantiu que não vai haver punição para estudantes e funcionários que participaram da ação. A comissão informou, inclusive, que advogados de ambas as partes se reuniram para redigir um documento no qual a reitoria se comprometa a não punir os estudantes, desde que isso não incorra em um ato de improbidade administrativa dela.
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