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Estudantes da USP se reúnem com reitora; prédio segue ocupado

08/05 - 11:56, atualizada às 22:06 08/05 - Redação

SÃO PAULO – Os alunos da Universidade de São Paulo (USP), que realizam um protesto no prédio da Reitoria da universidade, no Butantã, se reúnem com a reitora Suely Vilela, na Escola Politécnica da USP. O encontro desta terça-feira durou quase sete horas. Os estudantes ocupam a reitoria desde a última quinta-feira.

Segundo os estudantes, a comissão de negociação e a reitora avançaram nas questões de moradia e houve o compromisso de não punir as pessoas envolvidas na ocupação. A reitoria compareceu à reunião acompanhada de advogados e os estudantes pretendem se encontrar com os seus advogados na noite desta terça-feira. No momento, os estudantes realizam assembléia e a reitoria formula um texto para sistematizar as deliberações do encontro.

Os estudantes realizam a manifestação contra o "sucateamento do ensino público" e também contra os decretos do governador do Estado, José Serra (PSDB). Segundo os manifestantes, esses decretos “tiram a autonomia do ensino superior paulista”.

A ocupação foi iniciada no final da tarde de quinta-feira, quando cerca de 300 pessoas invadiram o prédio após uma tentativa, sem sucesso, de realizar uma reunião com a reitora Suely Vilela, pois teria ido viajar.

Na noite da última segunda-feira, alguns professores que apóiam as reivindicações dos estudantes estiveram no local do protesto e foi realizado um debate sobre o tema. Entre eles estavam José Arbex Jr., vice-chefe do departamento de jornalismo da PUC-SP; João Adolfo Hansen, do departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas; João Zanettic do Instituto de Física, vice-presidente da Associação dos Docentes da USP; Maria Helena Capelato, chefe do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas; entre outros.

Segundo informações de um dos representantes da ocupação, Juan Francisco Lopez, o movimento conta com cerca de 400 pessoas. “O ponto forte dessa manifestação é que alunos de vários cursos diferentes estão participando. Qualquer aluno da USP interessado é bem-vindo”, afirmou.

No último sábado, os estudantes reiteraram que estão dispostos a resistir até que suas reivindicações sejam atendidas. Para eles, “permanecer no prédio é necessário para garantir o futuro da educação pública de qualidade no Estado de São Paulo”.

Pauta de reivindicações

Os estudantes elaboraram um documento com 14 itens a serem reivindicados junto à reitoria. Dentre eles, constam:

  • Que a Reitoria se posicione publicamente perante os decretos do governador José Serra, acerca da educação no Estado (nº 51.460, 51.461, 51.471, 51.636 e 51.660) 
  • Que a Reitoria atenda as necessidades de moradia estudantil (formulação de um projeto de longo prazo para todos os campi; a construção imediata de três novos blocos de moradia no campus Butantã, que abram 594 vagas, bem como a reforma dos blocos existentes; a garantia de moradias decentes para todos os estudantes alojados no CepeUSP e no Crusp). 
  • Que sejam contratados mais professores, de acordo com as demandas específicas de cada unidade, e haja a imediata liberação das vagas de docentes aposentados ou desvinculados à USP. 
  • Que seja iniciada a reforma da infra-estrutura da FFLCH, IME e Fofito, que tem sido postergada durante os últimos anos. 
    Realização de um Conselho Universitário aberto, tendo os decretos como pauta.




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