07/05 - 10:45, atualizada às 22:43 07/05 - Redação
SÃO PAULO – O prédio da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), no Butantã, segue ocupado nesta segunda-feira por alunos protestando contra o sucateamento do ensino público e também contra os decretos do governador do Estado, José Serra (PSDB). De acordo com os manifestantes, esses decretos “tiram a autonomia do ensino superior paulista”.
Os estudantes encaminharam nova carta à reitora na noite desta segunda-feira, em que pedem uma nova reunião na manhã da terça-feira. Até o momento, não obtiveram resposta.
A ocupação foi iniciada no final da tarde de quinta-feira, quando cerca de 300 pessoas invadiram o prédio após uma tentativa, sem sucesso, de realizar uma reunião com a reitora Suely Vilela.
Segundo informações de um dos representantes da ocupação, Juan Francisco Lopez, o movimento conta com cerca de 400 pessoas. “O ponto forte dessa manifestação é que alunos de vários cursos diferentes estão participando. Qualquer aluno da USP interessado é bem-vindo”, afirmou.
Em nota emitida à imprensa, o vice-reitor em exercício, Franco M. Lajolo, afirmou que a reitoria foi pega de surpresa com a ocupação do prédio e que tentou manter diálogo com os manifestantes. Ele reiterou que espera a desocupação imediata do prédio e dispôs-se a dar continuidade às negociações travadas nesses dias. Uma comissão de alunos do movimento se reuniu com Lajolo na sexta e no sábado, mas, segundo representante dos alunos, “nada foi acertado”.
Em resposta ao posicionamento da reitoria, os estudantes emitiram uma nota em que dizem que a carta “emitida pelo vice-reitor Franco Lajolo, reitera o descaso com o diálogo que propomos”. Eles afirmam que continuam sem alternativa e que “ocupar o prédio é a única possibilidade de conseguir o atendimento das reivindicações”.
No último sábado, os estudantes reiteraram que estão dispostos a resistir até que suas reivindicações sejam atendidas. Para eles, “permanecer no prédio é necessário para garantir o futuro da educação pública de qualidade no Estado de São Paulo”.
Pauta de reivindicações
Os estudantes elaboraram um documento com 14 itens a serem reivindicados junto à reitoria. Dentre eles, constam:
Fora da cidade
Os estudantes justificaram o ato de invasão como uma reação contra a reitora, que não os teria recebido na quinta-feira. Segundo eles, há mais de um mês foi pedida uma audiência, que tinha sido marcada para aquele dia, mas a reitora não compareceu ao compromisso, pois teria ido viajar.
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