26/04 - 09:02 - Redação
SÃO PAULO – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado pelo Ministério da Educação (MEC), terá como objetivo direcionar as políticas de melhoria na qualidade das escolas públicas do País. O Brasil, que tem um Ideb de 3,8, deve chegar a 6 até 2022 – nota equivalente à média dos países desenvolvidos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). As informações são do jornal "Folha de S.Paulo".
Cada município, no entanto, terá a sua própria meta, a ser monitorada a cada dois anos pelo MEC. Para as redes municipais de ensino, o objetivo é sair dos atuais 3,4 e chegar a 5,7 na quarta série do ensino fundamental. As médias atuais para a quarta série -- essa será a série utilizada para análises das ações -- para as redes municipais variam de 0,3 a 6,8.
A meta do MEC é que elas passem a variar 3,8 a 8,1, o que significa que todos os municípios terão que melhorar. Atualmente, apenas 33 dos 4.350 municípios avaliados já estão nesse patamar. Mesmo estes, no entanto, terão que melhorar.
São Paulo é o Estado que possui mais municípios nesse grupo: 11 ao todo, localizados no interior. Já entre os mil piores, com notas que variam de 0,3 a 2,7, 81% são são da Região Nordeste e 15% da Região Norte. Por outro lado, dos 239 melhores, com notas acima de 5, 80% estão na Região Sudeste e 18% na Sul. Os municípios paulistas respondem, sozinhos, por 57% desse total. Há um único município nordestino nesta lista: Alto Alegre do Pindaré, no Maranhão. Da Região Norte, no entanto, não há nenhum.
Estados como Alagoas têm a maioria dos municípios avaliados inseridos no grupo das piores avaliações. Neste Estado, 77% dos avaliados estão entre os piores; no Sergipe, esse total é de 74%.
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