29/03 - 13:37 - Nara Alves, repórter iG no Rio
RIO DE JANEIRO - A Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro criou grupos de trabalho com o Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe) e com a União dos Professores Públicos do Estado (UPPS) para negociar as reivindicações da categoria. Os professores programaram uma paralisação de 24 horas para esta quinta-feira para cobrar do governo reajuste salarial. Segundo o governo, apenas 1% das escolas estaduais aderiram à greve.
Na tarde desta quinta-feira, o sindicato fará uma assembléia para votar a proposta de entrada em estado de mobilização total a partir de hoje. Há mais de onze anos sem qualquer reajuste salarial, segundo o sindicato, os profissionais da rede estadual cobram do governador Sérgio Cabral Filho o cumprimento das promessas feitas durante a campanha eleitoral em 2006, quando enviou carta para toda a categoria prometendo, entre outras coisas, valorizar a educação estadual.
O governo ressalta que assumiu o Estado "em situação difícil" e que está "promovendo uma reorganização das finanças". Até agora, a paralisação atinge 1% das escolas. De acordo com o governo, será implementado no Estado um Plano de Cargos e Salários, haverá o enquadramento de oito mil professores por titulação, a recomposição dos salários dos profissionais e a melhoria da infra-estrutura das escolas.
A Secretaria afirmou ter chamado dois mil professores concursados e oferecido 14 mil horas extras. A proposta de contratação de cinco mil profissionais está sendo providenciada pelas secretarias de Fazenda e Planejamento, segundo o governo.
O secretário Nelson Maculan reafirmou que o governo está se empenhando para resolver essas e outras questões relativas à educação, no mais curto espaço de tempo.
Protestos e prisão
Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, um protesto realizado por profissionais de educação, pais e alunos da Escola Municipal José Luiz, no bairro Mariléia, em Austin (Nova Iguaçu), provocou tumulto entre manifestantes e policiais militares pela manhã. Um professor foi preso e muitos foram agredidos durante a confusão, quando os policiais investiram contra os manifestantes com cacetetes e bombas de efeito moral, segundo o sindicato.
O sindicato dos professores em Rio Bonito promoverá um ato de protesto na Praça Fonseca Portela, no centro, nesta sexta-feira, para "denunciar o descaso do prefeito José Luiz Mandiocão para com a educação municipal".
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