2ª fase da OAB ocorre hoje com expectativa de aprovação recorde

50 mil - 46% dos inscritos no 5º Exame de Ordem - fazem a prova. Professores esperam prova de dificuldade média

Marina Morena Costa, iG São Paulo |

Professores especializados no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) esperam uma segunda fase semelhante à da última edição, com dificuldade média para difícil. Como o número de aprovados para esta etapa foi alto – cerca de 50 mil, 46% dos inscritos –, a aprovação no exame pode ser recorde. Neste domingo, os candidatos enfrentam em todo o País uma prova prática, com quatro questões dissertativas e uma peça jurídica sobre a área do Direito que escolheram: administrativo, civil, constitucional, do trabalho, empresarial, penal ou tributário.

Veja também: Ranking das faculdades de Direito por índice de aprovação no exame da OAB

No Exame de Ordem anterior, apenas 18% dos inscritos foram para a segunda fase, 21.818. A etapa, no entanto, teve um alto percentual de aprovados 83,5% (18.223). “Eu espero que haja uma aprovação recorde neste Exame de Ordem. Como tivemos recentemente exames muito difíceis, as pessoas se prepararam bastante e merecem ser aprovadas”, afirma o professor de direito Alexandre Mazza, que é seguido por 114 mil pessoas no Twitter.

AE
Candidatos prestam a prova da OAB em na Faculdade Ideal (Faci), em Belém, no Pará

Darlan Barroso, coordenador dos cursos preparatórios para a OAB do Complexo Educacional Damásio de Jesus também avalia que os candidatos estão mais bem preparados. “A prova desta primeira fase foi um pouco mais justa – não tinha pegadinhas e armadilhas – e os candidatos estavam preparados diante do temor da prova anterior”, diz. Na avaliação do coordenador, a organização do exame deveria ter anulado uma questão de direito trabalhista, e se isso tivesse acontecido, mais 5 mil candidatos estariam na segunda fase.

Já o professor de Direito Comercial da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Armando Rovai, prefere não fazer previsões. “Os alunos que são egressos das boas faculdades têm uma facilidade maior para enfrentar o Exame de Ordem, porque há instituições de qualidade muito ruim”, aponta. O professor, que também preside a Comissão de Direito Empresarial da OAB/SP, defende o rigor da prova: “A seletividade das questões faz passar somente quem tem condições. Quanto mais rigorosa for esta titulação, melhores profissionais teremos no mercado”.

Aprovação baixa

Como o número de aprovados nos exames da OAB tem sido sempre o mesmo – em torno de 13 mil, independente do total de inscritos –, críticos acusam o exame de fazer uma reserva de mercado, aprovar um determinado número de candidatos, balanceando a dificuldade e o rigor da correção.

“Muitos esperam uma aprovação baixa em função do grande número de candidatos que foi para a segunda fase, mas a OAB não determina um número de vagas. Espero que a média histórica não se repita e que eles aprovem de acordo com critérios justos e objetivos”, declara Mazza.

Para Darlan, esta prova mostrará se a teoria da reserva de mercado é “mito ou verdade”. “Vamos ver se é lenda ou se isso se confirma. Me preocupa muito a correção. Corrigir 50 mil provas em menos de 20 dias é uma tarefa muito difícil”, destaca.

Números no Exame da OAB

Enquanto inscritos sobem, total de aprovados se mantém

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OAB

Exame constitucional

No mês passado, o Supremo Tribunal Federal julgou recurso extraordinário do bacharel em direito João Volante, de 61 anos, que pedia o direito de advogar sem a aprovação no exame. Por unanimidade, os ministros consideraram a prova constitucional . Antes mesmo da decisão, a Ordem já havia divulgado o calendário das próximas provas até 2013.

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