Por Vanda Araújo/vanda@safras.com.
br SAFRAS (06) - Boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária-IMEA, divulgado hoje, indica colheita de 20% para o milho safrinha no estado de Mato Grosso. O avanço é mais significativo no Médio Norte do estado, (30% colhidos até o último dia 02), seguido da região norte (25% colhidos) e da região oeste (23% colhidos).
A produção estadual de milho safrinha segue estimada em 6,262 milhões de toneladas, com o Imea prevendo que desse total cerca de 20% foi comercializado pelo produtor.
No Médio Norte, região de maior participação na produção estadual, os produtores devem colher 2,876 milhões de toneladas. Desse volume, 21,9% foi vendido, segundo cálculos do IMEA.
O segundo melhor desempenho em comercialização fica com a região sudeste, de produção estimada em 1,579 milhão de toneladas. Os técnicos estimam que desse total, 17,6% tenha sido vendido pelo produtor.
"O discurso dos produtores para comercializar a produção de milho continua sendo o de "quero preço bom!, mas de fato o oposto está ocorrendo no mercado, obrigando o produtor a armazenar a produção e a aguardar a reabilitação do mercado", enfatiza o boletim de hoje.
Em todas as praças citadas pelo IMEA, o preço praticado para o milho está abaixo do mínimo regional, de R$ 13,20 saca.
Em Campo Verde, preço pago na semana encerrada em 03 de julho variou entre R$ 12,60 e R$ 12,90/saca. Em Lucas do Rio Verde, o mercado acompanhou a média de Sapezal, com o preço indicado em R$ 11,50. Já em Canarana, a melhor cotação da semana foi de R$ 12,00. Rondonópolis indicou na quarta-feira (01) R$ 13,10 na saca.
De acordo com o IMEA, as indagações sobre a venda da safra aumentam na mesma proporção em que a colheita avança. Em muitas cidades do Estado, especialmente na região Médio-Norte, já são comuns reportes do cereal sendo armazenado a céu aberto, reflexo da ausência de escoamento da safra, somado ao bom rendimento do grão na lavoura, enfatiza o boletim divulgado hoje.
As lavouras colhidas apresentam produtividade boa e em alguns casos até superior à da última temporada, sendo normal se falar em produtividade acima dos 100 sacos por hectare, relatam técnicos do IMEA.
(VA)
