SAFRAS (14) - O longo período de estiagem que atingiu o Rio Grande do Sul trouxe prejuízos para o setor agrícola. Segundo o presidente da Federação de Agricultores do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, as safras de milho e de soja tiveram quebras significativas.
"A lavoura de milho, uma das mais afetadas pela estiagem, passou por momentos críticos no que diz respeito à falta dágua, e, deve apresentar quebra de 40% da produção em relação ao ano anterior", disse Sperotto. "Para a soja, a estimativa é de queda de 20% em relação ao ano passado", informou.
Segundo ele, o preço da saca de feijão deve aumentar em decorrência da estiagem, o que não deve acontecer com as outras culturas. A cultura do feijão foi uma das mais afetadas pela seca. Houve queda do produto no país inteiro. O preço da saca do feijão deve aumentar por causa da estiagem, devido à pouca oferta.
A Farsul está ajudando os agricultores com orientações sobre como proceder no período de estiagem. "Temos obrigação de informar, porém, ao agricultor compete a decisão do que plantar, do momento de plantar e do volume de produtos que vai plantar", disse Sperotto.
A situação continua crítica no Rio Grande do Sul. Nem mesmo a forte chuva que atingiu o estado na semana passada amenizou os efeitos da seca. De acordo com a Defesa Civil, 67 municípios decretaram situação de emergência e mais de 150 mil pessoas sofrem com os efeitos da estiagem. Com informações da Agência Brasil. (AB)